Por Wesley Silas
O ex-governador Mauro Carlesse confirmou ao Portal Atitude a alteração em sua estratégia eleitoral: ele desiste da disputa por uma vaga na Câmara Federal para concorrer ao Senado. A movimentação ocorreu durante a recepção ao governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, em Gurupi. O evento contou com a presença do pré-candidato ao Governo do Tocantins e atual vice-governador, Laurez Moreira.
A decisão de Carlesse foi consolidada após articulações diretas com lideranças do PSD, incluindo o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, o senador Irajá Abreu e o próprio Laurez Moreira. Historicamente, Carlesse detém o marco de ter sido o primeiro político da região sul do estado a assumir a presidência da Assembleia Legislativa e, posteriormente, o comando do Palácio Araguaia.
Sobre a composição nacional e o apoio a Ronaldo Caiado, Carlesse manteve uma postura cautelosa. “Caiado foi meu colega de governo e possui uma defesa sólida do agronegócio. Como integramos o mesmo partido, estamos recepcionando sua comitiva, mas as definições de apoio presidencial seguem em análise conforme as diretrizes partidárias”, afirmou.
Em sua pré-campanha ao Senado, o ex-governador aposta no discurso de entregas e no municipalismo. Ele afirma que percorre o estado com foco nas obras realizadas durante sua gestão. “Estamos mobilizando bases e apresentando o trabalho executado em todas as regiões onde estivemos presentes com investimentos diretos”, pontuou.
A entrada de Mauro Carlesse na disputa pelo Senado altera significativamente o tabuleiro político do Tocantins. Ao migrar da pré-candidatura a deputado federal para a câmara alta, Carlesse tenta nacionalizar sua relevância e testar a força do seu espólio político, especialmente na região sul, seu reduto histórico.
No entanto, o discurso focado em “obras realizadas” enfrentará o desafio de superar o desgaste institucional acumulado ao fim de sua gestão. O sucesso dessa empreitada dependerá de sua capacidade de converter o legado administrativo em votos, em um cenário de alta fragmentação e fortes nomes na disputa pela única vaga ao Senado.







