A Segurança Pública do Tocantins deu um passo estratégico para a região Sul nesta quarta-feira (22). O secretário Luciano Cruz recebeu o projeto da Cidade da Polícia Civil em Gurupi, uma estrutura integrada que ocupará o prédio do antigo Fórum da cidade. A proposta foca na concentração de 10 unidades policiais, visando reduzir custos de aluguel e agilizar as investigações no município. A Cidade da Polícia ficará anexo Perícia
Da Redação

A estrutura da Segurança Pública em Gurupi passará por uma modernização significativa. O projeto para a implantação da Cidade da Polícia Civil foi apresentado nesta quarta-feira (22) à Secretaria da Segurança Pública (SSP-TO). A proposta prevê a ocupação do prédio do antigo Fórum de Gurupi, localizado em um ponto estratégico: ao lado do antigo prédio do Ministério Público, imóvel que também foi doado à SSP e onde hoje já funciona o 7º Núcleo de Perícia Criminal e de Identificação.
Integração e economia de recursos
O complexo utilizará a estrutura já existente do antigo fórum, dividida em seis blocos. Por ser um imóvel adaptável, o projeto prevê intervenções estruturais mínimas, o que representa economia para os cofres públicos. Idealizado pelo investigador e engenheiro Silvano Rodrigues, o plano entra agora na fase de captação de recursos.

A nova sede abrigará delegacias especializadas como a DEIC (Crime Organizado), DHPP (Homicídios) e a DEAMV (Atendimento à Mulher), além da Delegacia Regional e de distritos locais. A proximidade com a Perícia Oficial, localizada ao lado do prédio, é um dos pontos altos da proposta, prometendo dar rapidez ao fluxo de provas e procedimentos investigativos.
Unidades que comporão o complexo:
- Delegacia Regional de Gurupi;
- 8ª DEIC (Crime Organizado) e 3ª DHPP (Homicídios);
- 9ª DEAMV (Mulher e Vulneráveis) e 4ª DEIMPO;
- 86ª, 87ª, 88ª e 89ª Delegacias de Polícia;
- 12ª Central de Atendimento da Polícia Civil (CAPC).
A centralização da Polícia Civil em Gurupi é uma medida pragmática e necessária. Ao ocupar o prédio do antigo fórum, o Estado resolve dois problemas de uma vez: dá utilidade a um patrimônio público ocioso e reduz a fragmentação de delegacias espalhadas pela cidade, que muitas vezes dificultam o acesso do cidadão e encarecem a manutenção.

Entretanto, para que a “Cidade da Polícia” não seja apenas uma mudança de endereço, o Governo do Tocantins precisa garantir que a captação de recursos seja célere e que a estrutura física venha acompanhada de investimento em tecnologia e efetivo. A integração física é o primeiro passo, mas a eficiência real da segurança no Sul do Estado dependerá da continuidade desse investimento a longo prazo.







