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Agronegócio

Política acima do Interesse Público: Olyntho Neto põe em risco R$ 56 milhões para o Agronegócio

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins29 de abril de 2026 - 22:293 minutos de leitura
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Da Redação

Enquanto o relógio corre contra os interesses do setor produtivo tocantinense, a Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle (CFT) da Assembleia Legislativa tornou-se palco de um preocupante exercício de personalismo político. Sob a batuta do deputado Olyntho Neto (MDB), a tramitação do projeto “SustenTO” — que garante um aporte de R$ 56 milhões a fundo perdido junto ao BNDES — foi deliberadamente freada nesta quarta-feira, 29, em recurso que não gera dívidas ao Estado

O Custo do désdem 

O que se viu na sessão não foi um debate técnico, mas uma demonstração de distanciamento que beira o descaso. Enquanto o deputado Eduardo Fortes (Republicanos) detalhava a urgência de um recurso que não gera dívidas ao Estado, Olyntho Neto respondeu com olhares de desdém. A postura do relator ignora o fato de que a verba é uma doação, um “presente” financeiro para a regularização ambiental e o crédito rural que o Tocantins simplesmente não pode se dar ao luxo de perder.

Olyntho Neto admitiu que já havia elaborado um parecer favorável à proposta, mas decidiu recuar. Segundo o parlamentar, a “pressão” e o interesse do Governo do Estado em aprovar a matéria o fizeram reconsiderar a pressa na votação. A decisão de segurar o projeto, fundamentada em questões políticas, coloca em risco um investimentos direto na regularização ambiental e no crédito rural.

Admissão de manobra: A Política sobre  a Técnica

Em um movimento raramente visto com tamanha franqueza, o deputado admitiu que já possuía um parecer favorável pronto, mas decidiu recuá-lo. O motivo? Não foi uma falha técnica no projeto ou uma inconsistência orçamentária, mas sim o incômodo com a “pressão” e o interesse do Governo do Estado na aprovação.

Ao admitir que segura o projeto por questões de embate político, Olyntho Neto confessa que a pauta do desenvolvimento rural é, para ele, secundária em relação ao braço de ferro com o Executivo. É a política do “quanto pior, melhor”, onde o prejuízo de R$ 56 milhões parece um preço aceitável para marcar posição na Assembleia.

As consequências da inércia e o impacto no campo

A estagnação do “SustenTO” na CFT não atinge apenas o governo, mas atinge diretamente o produtor rural que depende do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para obter segurança jurídica e crédito. Ao travar a matéria, o relator compromete:

  • Segurança no Campo: Verbas para equipamentos do Batalhão Ambiental no combate às queimadas.

  • Renda ao Produtor: Pagamentos por serviços ambientais a quem preserva nascentes.

  • Modernização: Assistência técnica do Ruraltins para pequenas e médias propriedades.

A Nota Técnica nº 01/2026 é clara: sem autorização legislativa imediata, o BNDES recolherá os recursos. Caso o prazo expire, a conta da perda dessa doação histórica terá nome e endereço: o gabinete da presidência da CFT. O agronegócio tocantinense não pode ser refém de vaidades parlamentares.

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