Da Redação
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, determinou a ampliação da capacidade de cirurgias ortopédicas no Hospital Geral de Palmas (HGP) durante reunião com o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, nesta quarta-feira, 10, no Palácio Araguaia. A principal medida anunciada é a abertura de uma nova sala cirúrgica exclusiva para procedimentos ortopédicos, com previsão de início das atividades em 15 dias, visando reduzir o tempo de espera de pacientes que aguardam por cirurgias eletivas via Sistema Único de Saúde (SUS).
Foco em ortopedia e redução de filas
A nova estrutura no HGP foi planejada para aumentar o fluxo diário de atendimentos. Segundo o Executivo Estadual, a medida é uma resposta direta à demanda por agilidade nos procedimentos de média e alta complexidade. Wanderlei Barbosa destacou que o objetivo central é otimizar a rede hospitalar para que o acesso aos serviços ocorra de forma célere, diminuindo o represamento de casos na unidade.

O secretário Carlos Felinto reforçou que a sala adicional permitirá uma reorganização interna no hospital, melhorando o fluxo de pacientes e garantindo que a equipe médica tenha suporte físico para elevar a produtividade cirúrgica em uma das áreas de maior demanda do estado.
Cronograma de obras e ampliação do HGP
Além da sala cirúrgica imediata, a gestão estadual monitora o andamento das obras de reforma e ampliação do Hospital Geral de Palmas. O projeto de modernização da maior unidade de saúde do Tocantins prevê a entrega definitiva de novos espaços e o aumento da capacidade instalada até o segundo semestre de 2026.

A reunião desta quarta-feira faz parte de um cronograma de monitoramento intensificado. Na última segunda-feira, 8, o governador já havia alinhado com o secretariado a necessidade de acelerar entregas prioritárias, estabelecendo metas para o cumprimento rigoroso de prazos em obras estruturantes da saúde pública.
A determinação para abertura imediata de novos leitos e salas cirúrgicas reflete a pressão sobre o sistema público de saúde e a tentativa do governo de converter investimentos estruturais em resultados assistenciais diretos. Ao focar na ortopedia — historicamente um dos gargalos do SUS no Tocantins —, a gestão busca reduzir o passivo de cirurgias eletivas. Contudo, o sucesso da medida depende não apenas da estrutura física, mas da manutenção do suprimento de insumos e da escala regular de profissionais para que a nova sala opere em sua capacidade máxima.







