Por Wesley Silas
Uma operação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar do Tocantins (PMTO) resultou na apreensão de aproximadamente 239 quilos de pasta base de cocaína na última terça-feira (24), no município de Alvorada, região sul do estado. A droga estava oculta na estrutura de um caminhão que trafegava pela rodovia TO-373. O motorista fugiu do local e continua foragido.
Abordagem e localização do entorpecente
A interceptação do veículo ocorreu após o compartilhamento de relatórios de inteligência entre as duas corporações, que indicavam o deslocamento de uma carga ilícita pelo sul de Tocantins. Policiais da Força Tática da 7ª Companhia Independente da PM localizaram o caminhão e realizaram a abordagem na rodovia estadual.
Durante a vistoria técnica no semirreboque, as equipes encontraram os tabletes de pasta base escondidos no interior dos pneus do eixo suspenso e dentro do compartimento do pneu sobressalente (estepe). Assim que o veículo foi parado para fiscalização, o condutor desembarcou e iniciou fuga a pé em direção a uma área de vegetação densa. Equipes policiais realizaram buscas na região periférica, mas nenhum suspeito foi detido até o momento.
Encaminhamento legal
O caminhão, o semirreboque e o carregamento de entorpecentes foram apreendidos e transportados para a Delegacia de Polícia Civil de Alvorada. O material passará por perícia técnica para constatação exata do peso e da pureza da substância, enquanto a Polícia Civil assume o inquérito para identificar o proprietário do veículo e rastrear a origem e o destino final da carga.
Rotas estratégicas para o escoamento de entorpecentes
A apreensão expressiva em Alvorada evidencia a consolidação das rodovias do Tocantins como rotas estratégicas para o escoamento de entorpecentes vindos de outras regiões do país. Embora a integração entre as forças de segurança (PRF e PM) tenha se mostrado eficaz na interceptação física da carga, o episódio reforça o desafio estrutural que o Estado enfrenta na vigilância de suas divisas. A fuga do motorista e a ausência de prisões em flagrante demonstram que o desmantelamento logístico do tráfico de drogas exige, além do policiamento ostensivo nas estradas, o aprofundamento das investigações financeiras para atingir o topo das organizações criminosas que financiam esse transporte.








