da redação
A Justiça proferiu sentença condenando integrantes de uma organização criminosa que atuava em Araguaína e possuía vínculos com o Primeiro Comando da Capital, o PCC. Os réus foram responsabilizados pelos crimes de integrar organização criminosa, tráfico de entorpecentes, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
Segundo a investigação, o grupo usava uma empresa do setor de armas chamada “Complexo das Armas” para encobrir e movimentar valores vindos do tráfico. A loja servia como fachada para dar legalidade a recursos de origem ilícita, conforme apontou o processo.As apurações também revelaram um esquema avançado de venda de drogas via celular, apelidado internamente de “DREX”.
Além disso, foram identificadas movimentações financeiras que não condiziam com a renda declarada dos investigados, usadas para lavar o dinheiro do crime. A decisão judicial ressaltou que a organização tinha hierarquia, divisão de funções e ligação direta com o PCC, atuando também no tráfico ilegal de armas e munições.
De acordo com o Gaeco, a condenação se baseou em um conjunto sólido de provas. Entre elas: interceptações telefônicas, relatórios financeiros, análise de dados digitais, além da apreensão de drogas, armas, materiais usados no preparo de entorpecentes e documentos que comprovaram a estrutura do grupo.
Condenações
A Justiça condenou Hugo Sérgio Soares Rodrigues, apontado como o segundo integrante na hierarquia da organização criminosa, a 26 anos e 3 meses de reclusão. Também foram condenados Guilherme da Silva, a 22 anos e 1 mês de prisão; Alisson Cassio Moura Barreto, a 11 anos e 1 mês; Patrícia Soares de Oliveira, a 10 anos e 6 meses; Breno Pereira da Silva, a 9 anos e 6 meses.
João Vítor Farias Sousa foi condenado a 3 anos e 6 meses de reclusão, pena que foi substituída por duas restrições de direitos: prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária, em valor a ser definido na execução.
O processo referente a Joelson Barbosa Pereira Júnior, apontado nas investigações como líder da organização criminosa, foi desmembrado após a defesa requerer a juntada de novos documentos e será julgado posteriormente.
A decisão foi proferida pela 2ª Vara Criminal de Araguaína e ainda cabe recurso. A condenação representa mais um resultado das investigações conduzidas pelo Gaeco no enfrentamento das organizações criminosas, reforçando a atuação do Ministério Público do Tocantins no combate ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e ao fortalecimento de facções criminosas no estado.







