Por Wesley Silas
A candidata ao governo do Estado pela coligação União pelo Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), incluiu em seu plano de governo a implementação do projeto “Tocantins Multimodal”. A proposta visa integrar rodovias, a Ferrovia Norte-Sul, hidrovias e aeroportos, além de fomentar investimentos privados por meio de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) para estruturar corredores de escoamento da produção estadual.
Eixos logísticos e participação privada
O plano prevê a definição de eixos de transporte nos sentidos Norte-Sul e Leste-Oeste, com foco na conexão de rodovias estaduais aos terminais ferroviários e hidroviários. A candidata defende o aumento da participação da iniciativa privada na infraestrutura, sob a justificativa de garantir segurança jurídica e gestão eficiente de riscos contratuais. O objetivo é reduzir a dependência exclusiva de recursos do Tesouro Estadual, utilizando concessões como modelo para viabilizar obras de grande porte, a exemplo do que já ocorre com a Ferrovia Norte-Sul.
Infraestrutura rodoviária e manutenção
No setor rodoviário, a proposta estabelece um cronograma permanente de pavimentação e conservação baseado em contratos por desempenho, com prioridade para as vias que interligam as regiões produtoras aos pátios da Ferrovia Norte-Sul. O documento também inclui o inventário e a classificação de todas as pontes estaduais, com foco na manutenção de estruturas que apresentem risco. A articulação com o governo federal para a melhoria de rodovias estratégicas, como a BR-153 e a BR-242, compõe a estratégia de escoamento.
Plataformas de distribuição e terminais
A estratégia logística busca consolidar o Tocantins como um centro de distribuição no Centro-Norte. O plano contempla a instalação de plataformas logísticas nos eixos de Palmas–Porto Nacional–Paraíso, Gurupi e Araguaína, além de incentivos para terminais especializados em grãos e minerais. No setor hidroviário, a candidata propõe uma agenda para viabilizar a navegação comercial no Rio Tocantins e a prospecção de terminais intermodais, incluindo o extremo Norte do estado.
O desafio da viabilidade
O plano de Dorinha sinaliza uma tentativa de responder à demanda do setor agroexportador, que superou a marca de US$ 3 bilhões em 2025. O desafio político e administrativo para a implementação desta agenda reside na capacidade de atração de capital privado em um cenário de alta competitividade regional e na eficácia da gestão pública para coordenar órgãos estaduais e federais. A proposta de substituir o investimento público direto por modelos de concessão transfere o risco da operação ao setor privado, mas exige uma governança técnica rigorosa para garantir que a infraestrutura se traduza em redução real de custo para o produtor e não em ônus tarifário excessivo.
Confira a íntegra do plano de governo da candidata através do sistema de divulgação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): Acesse aqui.










