da redação
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Tocantins (Fecomércio-TO) aderiu à mobilização nacional contra o avanço acelerado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e mudanças na jornada de trabalho. A entidade defende que o Congresso amplie o debate antes de tomar uma decisão que poderá provocar impactos significativos sobre empresas, trabalhadores e consumidores.
Segundo a Fecomércio-TO e a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a alteração nas regras trabalhistas pode elevar os custos das empresas em um cenário de juros elevados, crédito restrito, endividamento e dificuldades para novos investimentos. O setor alerta ainda que pequenos negócios, especialmente aqueles que dependem de mão de obra, podem enfrentar maiores dificuldades para reorganizar as equipes, o que poderia refletir nos preços, na geração de empregos e no nível de informalidade.
A entidade tocantinense defende que eventuais mudanças sejam construídas por meio de diálogo entre empresários, trabalhadores e poder público, levando em consideração as particularidades de cada atividade econômica. A discussão ganhou ainda mais força no Senado com a possibilidade de avanço da PEC antes das eleições, mas representantes do setor empresarial pedem que a proposta não seja analisada de forma apressada e que seus efeitos econômicos sejam avaliados com profundidade antes de uma eventual aprovação.








