
da redação
Dois homens foram presos durante uma nova etapa da Operação Falso Império, deflagrada pela Polícia Civil em Araguatins, na região do Bico do Papagaio, no Tocantins. A ação investiga a atuação de um grupo suspeito de aplicar golpes pela internet, movimentar recursos de origem ilícita e ocultar patrimônio.
Os investigados, de 22 e 23 anos, foram localizados na tarde da última quarta-feira (26). Contra os dois havia mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Após serem detidos, eles foram encaminhados para os procedimentos policiais e, posteriormente, levados para a Cadeia Pública de Araguatins, onde permanecem à disposição do Judiciário.
De acordo com as investigações, o grupo teria atuação no ambiente digital há pelo menos cinco anos. A estimativa da Polícia Civil é de que as fraudes investigadas tenham proporcionado aos envolvidos um ganho superior a R$ 6 milhões ao longo desse período.
A apuração teve início em 2024, depois que um boletim de ocorrência registrado em Araguatins levou à abertura de um inquérito. Com o avanço das diligências, os investigadores passaram a reunir elementos que apontariam para uma organização criminosa com atuação além das fronteiras do Tocantins.
Entre os crimes investigados estão estelionato cometido por meio eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Bens são apreendidos durante nova etapa
Além das prisões, a operação teve continuidade com diligências realizadas na quinta-feira (27). Policiais civis apreenderam quatro carros e uma motocicleta em endereços relacionados aos investigados.
A suspeita é de que parte desses bens possa ter sido adquirida com dinheiro obtido por meio das fraudes ou utilizada em movimentações destinadas a dificultar a identificação da origem dos recursos.
Os veículos agora deverão passar por análise dentro do inquérito, que busca esclarecer a participação individual de cada investigado e identificar o caminho percorrido pelo dinheiro supostamente obtido de forma ilegal.
Investigação começou em 2024
A Operação Falso Império é conduzida de maneira integrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Tocantins. A primeira fase ocorreu em 14 de julho de 2026, quando foi preso o homem apontado pelas autoridades como líder do grupo investigado.
A nova ofensiva representa mais um avanço na tentativa de identificar outros integrantes da suposta organização e recuperar possíveis valores e bens relacionados às atividades criminosas.







