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Destaques

Sobre o filme Advantageous- uma crítica a padronização

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins13 de junho de 2016 - 12:034 minutos de leitura
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João Nunes da Silva

Doutor em comunicação e cultura contemporâneas, Mestre em Sociologia e professor da UFT Campus de Arraias. Trabalha como projeto em cinema e educação.


 Há muito que se pensar nesse mundo de tecnologias e de globalização, especialmente sobre o que se impõe aos humanos quanto ao modo de ser, de pensar e de agir.

Torna-se cada vez mais indispensável pensar sobre o que fazemos de nós mesmo ou o que fazem ou querem fazer de nós. Afinal somos o que somos ou o que pretendem fazer de nós? Essa questão tem tudo a ver com o filme Advantageous, direção de Jennifer Phang, 2015.

O filme não tem um título traduzido em português, mas pode se referir a algo vantajoso, como o próprio título em inglês sugere. Trata-se de um filme com uma linguagem distópica, pois, remete ao imaginário futurista, especialmente como viveremos e quais nossas principais preocupações nesse mundo.

Advantageous remete-nos a um mundo imaginário, mas cujas preocupações não deixam de fazer parte de nosso mundo como as dificuldades financeiras, a insegurança no emprego, o padrão de beleza exigido, principalmente em relação às mulheres, a pobreza, a exclusão social, o desemprego, o individualismo, a solidão, a impessoalidade, entre outros tantos problemas do mundo pós-moderno.

Advantageous- 2Os problemas citados são vivenciados pela personagem central, Gwen, (vivida pela atriz Jacqueline Ken) e sua filha Jules, as quais tentam a todo custo à alegria em meio às dificuldades. O medo de perder o emprego, ameaçado pela idade, faz com que Gwen tome uma decisão radical que mudará completamente sua aparência. Sua decisão é motivada pela necessidade de garantir um futuro melhor para a filha.

Algumas questões são colocadas à reflexão do espectador de Advantageous, por exemplo, como envelhecer na sociedade moderna, o que precisamos para enfrentar o mercado de trabalho, especialmente quando se é mulher e, principalmente, como usar a tecnologia para superar nossas limitações e alcançar nossos objetivos, quais as exigências para não ficar para trás numa sociedade marcada pela concorrência e pelo consumismo imposto pelo sistema.

A obra de Jennifer Phang nos traz um olhar crítico sobre o mundo e sobre o nosso futuro. Mais precisamente questiona primorosamente a forma como vivemos numa sociedade fragmentada que coloca o ser humano numa condição estressante com absurdas exigências que ignoram a natureza e a necessidade de harmonia, de equidade e de justiça social.

Um tema que perpassa toda a obra é o uso das tecnologias. É assustador quando pensamos na quantidade e qualidade de tecnologias que temos ao alcance, mas que não atende a necessidade de humanização, de proximidade, de diálogo e de bem estar de maneira solidária.

O uso das tecnologias, conforme podemos vê no filme de Jennifer Phang, não se dá de forma justa e equilibrada; ou seja, de maneira que todos se sintam participantes desse mundo e que possa construir coletivamente possibilidades para a superação de problemas como a pobreza, a miséria, a solidão,  a injustiça, os direitos humanos, dentre outras necessidades

"A linguagem do filme questiona o modelo fracassado de mundo que vivemos", João Nunes.
“A linguagem do filme questiona o modelo fracassado de mundo que vivemos”, João Nunes.

O que temos é a impessoalidade, o individualismo e a indiferença. No mundo distópico de Advantageous os problemas vivenciados pelas pessoas são os mesmos que enfrentamos em nosso mundo. O individualismo é a palavra central.

O filme é uma dura crítica ao modelo capitalista e neoliberal que impõe uma realidade injusta para a maior parte da sociedade, enquanto que os privilégios são para poucos.

A linguagem do filme questiona o modelo fracassado de mundo que vivemos, onde a economia ignora as necessidades da natureza, as tecnologias e o bem estar são para uma minoria, as relações de trabalho são superficiais e  as decisões políticas e dos especialistas se impõem a maioria como instituições naturais.

Além desses aspectos, vale ressaltar a ditadura da beleza, cujas principais vítimas são as mulheres; por exemplo, os primeiros sinais de velhice em vez de serem tidos como absolutamente naturais, são tratados como anomalias que precisam ser eliminadas, o que se mostra absolutamente inútil.

Quando se propõe uma mudança radical, para a personagem do filme, a velhice é mostrada como o grande problema. O emprego só existe até o momento em que não apareçam os primeiros sinais naturais da idade.

A proposta de mudança radical para a mulher indica o absurdo de mundo no qual chegamos, onde a beleza é um padrão exigido por aqueles que controlam todo o sistema econômico, político e social.

Por fim, o filme Advantageous é fundamental para refletir sobre o modo como fazemos esse mundo e como lidamos com seus desafios.

Advantageous João Nunes da Silva
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