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Ansiedade na sociedade pós-moderna

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins6 de novembro de 2016 - 19:245 minutos de leitura
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“Os fatos têm demonstrado que cada vez mais a ciência e a racionalidade, da forma como estão sendo utilizadas, tem levado os indivíduos a se sentirem cada vez mais solitários e inseguros; dai a fugacidade em tudo: na vida, nas relações afetivas, no trabalho e até na religião, quando essa se tornou um verdadeiro negócio lucrativo em nome da fé” João Nunes da Silva


João Nunes da Silva

Doutor em comunicação e cultura contemporâneas, Mestre em Sociologia e professor da UFT Campus de Arraias. Trabalha como projeto em cinema e educação


A  chamada sociedade pós-moderna é marcada pela crise. A crise é o nome que se dá quando não se sabe mais onde está o chão para pisar; parece até que durante muito tempo o individuo que se sentia seguro, mesmo sem saber qual o motivo, de repente percebe que alguma coisa está fora do lugar, ou melhor, ficou fora do controle.

O ser humano tem imensa dificuldade de lidar com qualquer coisa que lhe tire da normalidade; e isso é até natural, evidentemente, pois, ninguém quer viver sem saber exatamente o que pode lhe ocorrer em qualquer fração de segundos; por isso ele precisa ter algum norte, algo que preencha sua vida, algo que possa lhe passar confiança e, principalmente, que favoreça o bem-estar, de modo que saiba o que deve fazer a cada dia, com quem vai está, como se relacionar no trabalho e na sociedade ou em qualquer lugar que esteja. Quando falta essa segurança aí vem o vazio e o temor de se perder nesse vazio.

Para se sentir minimamente seguro o ser humano em sociedade criou as instituições sociais; pelo menos com isso ele tem algo para se orientar; por exemplo: quem não se sente bem no aconchego do lar, do lado das pessoas que ama? Quem não se sente bem em saber que depois de horas e horas de trabalho tem sua casa, uma família, alimento e descanso? Afinal, não dá pra viver sem o mínimo de segurança.

"A ansiedade que aterroriza o indivíduo na atualidade é fruto da sociedade que cada vez mais se instrumentaliza e instrumentaliza as pessoas"
“A ansiedade que aterroriza o indivíduo na atualidade é fruto da sociedade que cada vez mais se instrumentaliza e instrumentaliza as pessoas”

Para garantir pelo menos a sensação de segurança  foram criadas as outras instituições como a religião, para orientar a conduta dos indivíduos, de modo que possam saber o que deve ser certo para se guiar na vida e não se machucar tanto, nem machucar as outras pessoas.  Por sua vez tem a economia que cuida das necessidades materiais, da produção, do consumo e assim organiza a vida na sociedade.

A escola surge como uma instituição fundamental para preparar o indivíduo para a vida em sociedade, de modo que foca no trabalho e na forma de pensar a melhor sociedade possível, inclusive com idéias centrais para orientar os indivíduos a fim de que contribuam para a reprodução de sociedade equilibrada; pelo menos essa é a ideia.

As instituições são fundamentais para fornecerem o mínimo de segurança para os indivíduos na sociedade. Mas nem sempre essas instituições são suficientes para evitar os riscos, os dilemas e os problemas existenciais dos indivíduos.

Quando as instituições não se mostram eficientes para resolver os dilemas dos indivíduos aí o risco aumenta e aumenta também a sensação de insegurança e de desequilíbrio. Aí vem o medo, o pânico, a ansiedade que se tornam verdadeiras patologias na sociedade pós-moderna.

A modernidade apostou na racionalidade como forma central de proporcionar condições para a segurança, o bem estar e a felicidade dos indivíduos. Apostou fortemente no individualismo com a crença de que a burocracia, a ciência e as tecnologias seriam suficientes para garantir o equilíbrio da coletividade.

"Quando as instituições não se mostram eficientes para resolver os dilemas dos indivíduos aí o risco aumenta e aumenta também a sensação de insegurança e de desequilíbrio", João Nunes.
“Quando as instituições não se mostram eficientes para resolver os dilemas dos indivíduos aí o risco aumenta e aumenta também a sensação de insegurança e de desequilíbrio”, João Nunes.

Os fatos têm demonstrado que cada vez mais a ciência e a racionalidade, da forma como estão sendo utilizadas, tem levado os indivíduos a se sentirem cada vez mais solitários e inseguros; dai a fugacidade em tudo: na vida, nas relações afetivas, no trabalho e até na religião, quando essa se tornou um verdadeiro negócio lucrativo em nome da fé e, principalmente quando a educação passou a ser pautada no conhecimento prático para a manipulação do ser humano a serviço do sistema e não o contrário.

A necessidade de lideranças políticas e religiosas e a crença cega na ciência e no Estado têm provocado muito mais problemas do que soluções de modo que o Estado se tornou mais importante que o ser humano e a ciência substituiu a religião; aí temos sim uma sociedade baseada na cegueira, como bem mostrou o grande escritor José Saramago.

A ansiedade que aterroriza o indivíduo na atualidade é fruto da sociedade que cada vez mais se instrumentaliza e instrumentaliza as pessoas; dessa forma as instituições criadas para garantir a segurança se perdeu com os labirintos  da racionalidade instrumental.

A política e a educação deveriam ser o caminho para encontrar a saída diante dos problemas que se avolumam e aterrorizam os indivíduos, mas o que estamos vendo acontecer é exatamente o contrário.

Trataremos mais desse assunto em próximo artigo

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