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Produção de crochê nas unidades prisionais promove integração social e eleva autoestima

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins13 de agosto de 2018 - 12:493 minutos de leitura
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A Lei de Execução Penal (LEP) estabelece que a execução penal tem por objetivo proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado. Diante disso, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) promove atividades laborais, oferecendo trabalho e, consecutivamente, renda dentro das 41 unidades prisionais e penitenciárias do Tocantins. O trabalho dentro das unidades tem finalidade educativa e produtiva, sempre observando o dever social e a condição de dignidade humana.

por Redação

Baseado nisso, foram produzidas reportagens especiais sobre o tema “Atividades Laborais nas Unidade Prisionais e Penitenciárias do Tocantins”, com a intenção de apresentar para a sociedade que os reeducandos do Sistema Penitenciário e Prisional (Sispen) se dedicam a uma ocupação, aprendem uma nova profissão, desenvolvem habilidades, podem remir a pena e tem retorno financeiro para si e para suas famílias. Serão várias reportagens semanais abordando o tema, e a primeira reportagem é sobre a produção artesanal em crochê.

Para muitas internas, cada ponto de crochê tem um significado valioso. Crédito: Seciju – Divulgação

No Tocantins, atualmente há cerca de 3.900 reeducandos, entre homens e mulheres, distribuídos em 41 unidades prisionais. Dentro das unidades, eles praticam o crochê, produzindo tapetes, bonés, bonecos de pano, tiaras, fuxicos, entre outros. A produção artesanal é autenticada pelo selo de qualidade Libert’Arte e destinada à venda.

Para muitas internas, cada ponto de crochê tem um significado valioso. A reeducanda Naiuza Nogueira Santos, da Unidade Feminina de Talismã, resume na seguinte afirmativa: “Esperança de uma nova vida! Fora do crime”. Naiuza diz que dentro da unidade teve a oportunidade de aprender e desenvolver a habilidade de transformar linhas em objetos de uso e decoração e com isso poder contribuir financeiramente com a filha. “Eu ajudo minha filha lá fora também com o que eu faço aqui dentro. Quando eu sair daqui eu sei que não vou precisar entrar no mundo do crime de novo, porque agora eu tenho uma profissão”, comemora e vislumbra uma vida diferente.

De acordo com a diretora da Unidade Prisional Feminina de Palmas, Lídia Nara Gomes Malagoli, o reflexo de oferecer o trabalho artesanal em crochê pode ser percebido dentro das unidades prisionais ao se verificar a melhoria no convívio entre as reeducandas, como também entre elas e os servidores da unidade, e por fim na redução do adoecimento. “Elas se sentem úteis, passam a conviver com pessoas diferentes, compartilham habilidades e enxergam que é possível ter uma vida distante do crime”, ressalta.

Produção de crochê Unidades Prisionais
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