Da Redação
A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) intensificou a articulação com gestores municipais para implementar a restrição de garrafas e recipientes de vidro em praias e balneários do Tocantins. A orientação, voltada para a temporada de 2026, foi reforçada em reunião virtual na última quarta-feira, 3, com representantes de 28 cidades. O objetivo é reduzir o risco de acidentes, proteger o ecossistema local e aprimorar a gestão de resíduos sólidos durante o período de maior fluxo turístico.
Medidas em Peixe e adesão municipal
Alguns municípios já formalizaram a proibição por meio de decretos, como Pedro Afonso e Araguatins. Em Peixe, cidade que abriga a tradicional Ecopraia da Tartaruga, a recomendação de banir o vidro já integra o edital de chamamento público para os comerciantes. Na prática, a conformidade com a norma é requisito para que os empreendedores obtenham autorização para trabalhar na temporada de praia.

Além das praias, a Semarh encaminhou ofícios recomendando que a restrição se estenda a festividades culturais, competições esportivas e shows. A medida abrange a comercialização, distribuição e a própria entrada de recipientes de vidro em locais de grande concentração de público.
Segurança coletiva e preservação ambiental
Segundo o secretário da Semarh, Marcello Lelis, o descarte inadequado de vidro em áreas de lazer compromete a qualidade dos espaços públicos e eleva significativamente o risco de cortes e ferimentos entre banhistas e trabalhadores da limpeza. “A recomendação visa fortalecer as ações de proteção ambiental, segurança da população e gestão adequada dos resíduos sólidos”, afirmou o gestor.
A diretoria de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da pasta acompanha o processo para garantir que os municípios tenham suporte técnico na elaboração das normativas locais.
Foco preventivo
A mobilização do Governo do Estado transfere para as prefeituras a responsabilidade direta pelo ordenamento e fiscalização do uso do solo nas praias. Embora a recomendação tenha um foco preventivo e ambiental claro, sua eficácia real dependerá da capacidade de fiscalização de cada município e da aceitação dos comerciantes, que precisarão adaptar a logística de suprimentos para atender às novas exigências de segurança sem comprometer a viabilidade econômica da temporada.







