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Lar»Negócios»Agronegócio»Crescimento do agro no Tocantins, com safra de 8,9 milhões de toneladas, impulsiona planejamento patrimonial no campo
Agronegócio

Crescimento do agro no Tocantins, com safra de 8,9 milhões de toneladas, impulsiona planejamento patrimonial no campo

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins7 de maio de 2026 - 17:263 minutos de leitura
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Com produção em alta e ativos mais valiosos, organização sucessória ganha espaço e será tema de palestra na Agrotins

Por Redação

Entre safras recordes, expansão de áreas produtivas e aumento das exportações, o Tocantins consolida um novo patamar no agronegócio brasileiro. Com a safra 2024/25 que bateu recorde e atingiu 8,9 milhões de toneladas de grãos, segundo a Conab, e participação estratégica no MATOPIBA, o estado vive um ciclo de crescimento que amplia oportunidades, mas também expõe um desafio: a ausência de planejamento patrimonial diante de ativos cada vez mais valiosos e complexos.

Propriedades rurais passaram a operar como estruturas empresariais, mas nem sempre com a mesma evolução na organização jurídica. A falta de planejamento sucessório ainda é recorrente e pode gerar insegurança, especialmente quando bens pessoais e empresariais permanecem misturados. Nesse cenário, decisões acabam sendo adiadas ou concentradas em momentos críticos, como o inventário, o que tende a aumentar custos e despesas, gerar conflitos entre herdeiros e até comprometer a continuidade das atividades.

Em um estado onde 72% dos municípios dependem diretamente do campo, segundo o IBGE, os impactos ultrapassam o ambiente familiar. A desorganização patrimonial pode afetar cadeias produtivas, levar à fragmentação de propriedades e dificultar ou inviabilizar a gestão dos negócios rurais, ampliando riscos em um setor cada vez mais relevante para a economia local.

Nesse contexto, o sistema de holding familiar e rural tem avançado como alternativa de organização no campo. Para Alex Coimbra, especialista em planejamento patrimonial do Instituto Brasileiro de Planejamento Patrimonial e Sucessório, o tema acompanha a própria transformação do agro. “A holding familiar e rural podem funcionar como uma empresa que passa a concentrar os bens da família, como terras, participações e investimentos. Isso permite separar o patrimônio pessoal do empresarial e estabelecer regras claras de gestão e sucessão”, explica.

Ao centralizar os ativos, o produtor ganha mais previsibilidade e clareza na gestão, além de conseguir estruturar a sucessão ainda em vida. Segundo o especialista, o principal risco está na falta de antecipação. “Quando o planejamento não é feito, a sucessão acontece de forma automática e, muitas vezes, desorganizada. Isso pode gerar conflitos entre herdeiros, custos elevados e até comprometer a continuidade do negócio rural. Estruturar isso antes é o que garante mais segurança para a família e para a atividade”, orienta.

Planejamento sucessório será tema de palestras na Agrotins e no 1° Ciclo de Estudos Patromoniais
O tema estará em debate no dia 11 de maio, às 19h30, no auditório da Fecomércio, em Palmas, durante o “1º Ciclo de Estudos Patrimoniais”, com a palestra “Holding: mitos e verdades — proteja e organize seu patrimônio com inteligência”.

O assunto também integra a programação da Agrotins, maior feira do agronegócio da região Norte, que ocorre de 12 a 16 de maio. Na programação, o especialista do Instituto Brasileiro de Planejamento Patrimonial e Sucessório ® conduzirá uma palestra no dia 15, às 17h, com foco em estratégias práticas de organização patrimonial e sucessória.

A discussão ganha espaço em um momento em que o agro regional exige não apenas produtividade, mas gestão estruturada para garantir longevidade e continuidade entre gerações.

Crescimento do agro no Tocantins Holding familiar
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