Por Wesley Silas
Durante agenda de campanha em Gurupi, o candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho, recusou-se a prestar entrevista ao Portal Atitude. O fato ocorreu, após convite da assessoria de Vicentinho, no momento em que a reportagem tentou entrevistá-lo sobre a recepção do eleitorado em uma caminhada e as expectativas para a inauguração de seu comitê eleitoral no município.
Ao ser abordado, o candidato alegou incômodo com questionamentos anteriores feitos pela equipe do portal a respeito do desdobramento de investigações da Polícia Federal. Em seguida, negou a entrevista e virou as costas para o jornalista Wesley Silas, profissional com mais de 30 anos de atuação na cobertura política do estado. Na negativa da entrevista ele justificou que a reportagem do Portal AtitudeTO teria distorcida suas falas e que teria sido “deselegante” com ele durante uma entrevista publicada no íntegra no AtitudeTO no dia 21 de agosto (LEIA A MATEMÁTICA E CONFIRA O VÍDEO COM A FALA DE VICENTINHO).
A situação se agrava diante outra fala de Vicentinho após uma coletiva em seu comitê quando seu assessor informou a presença do Portal AtitudeTO e que ele poderia reverter a fala; porém alegou que só daria entrevista”quando o Silas [jornalista do Portal] se retratasse”.
Entrevista que culminou a negativa:
https://www.instagram.com/reel/DcTsHIsSfgR/?stkn=MWdhZzVwd2dpbm1seg==
Transparência e respeito ao leitor
A contestação do candidato referia-se a declarações prestadas por ele próprio em entrevista recente a um programa de rádio. O conteúdo em vídeo foi veiculado na íntegra pelo Portal Atitude, sem qualquer edição ou corte, garantindo ao público o acesso direto à fala do postulante. Caso a coordenação de campanha identificasse alguma irregularidade no material divulgado, o caminho adequado seria o acionamento da Justiça Eleitoral — procedimento que não foi adotado.
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Ao virar as costas para um veículo de comunicação tradicional — fundado há 20 anos em Gurupi e consolidado como fonte primária de informação regional —, o candidato não desrespeita apenas o profissional de imprensa no exercício do seu dever. A atitude desconsidera a própria população local, que utiliza o meio para se informar sobre as propostas e posturas de quem pleiteia o comando do Executivo estadual. O questionamento de fatos públicos de interesse coletivo integra o papel constitucional do jornalismo livre e independente.
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