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Lar»Notícias»Brasil»Morreu a Reforma da Previdência e o Brasil não acabou, avalia o presidente da ANASPS, Paulo César Regis
Brasil

Morreu a Reforma da Previdência e o Brasil não acabou, avalia o presidente da ANASPS, Paulo César Regis

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins22 de março de 2018 - 15:333 minutos de leitura
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“A bolsa não disparou, o dólar não subiu, o risco Brasil ficou onde estava, as agências de rating ainda não baixaram a nota do Brasil, os bancos divulgaram seus balanço com ganhos espetaculares,  os investimentos estrangeiros se mantiveram estáveis,  as exportações seguiram seu fluxo, a inflação se manteve em queda, o PIB continuou em lento crescimento, o desemprego ficou onde estava, a Lava Jato manteve o ritmo, o Supremo continuou impávido não julgando os políticos com mandatos, os gêneros de primeira necessidade não tiveram espasmos sazonais de preços e até a receita do INSS aumentou”, disse presidente da Associação Nacional dos Servidores Públicos  da Previdência e da Seguridade Social –ANASPS, Paulo César Regis de Souza.

por Redação


O presidente da Associação Nacional dos Servidores Públicos  da Previdência e da Seguridade Social –ANASPS, Paulo César Regis de Souza, disse hoje que “a reforma da previdência, o tal projeto “frankstein” morreu e o Brasil não acabou, como o governo e seus porta-vozes tresloucados queriam fazer crer, inclusive ministros, senadores, deputados,  técnicos arrivistas e terceirizados,  etc. “Mas a Previdência pagou caro, está no chão, fragilizada, agonizando pelos saques perpetrados por uma política de “arrasa quarteirão”, ameaçando segurados que estão a caminho de se aposentar , aposentados e pensionistas que tiveram sues sonhos e esperanças transformados em pesadelos”.

“O que assistimos,” disse, “foi uma grande e teatral encenação, com milhões de reais irresponsavelmente jogados na lata do lixo em propaganda inútil e cretina. Sinceramente lamento que os responsáveis por este show de desperdício continuem impunes”.

O lado perverso de tudo isso é que, nos últimos dois anos, 2016 e 2017, no pânico e no desespero criado pelo projeto “frankstein”, nada menos de 18,0 milhões de segurados do INSS foram aos postos solicitar aposentadorias  e pensões e  10,1 milhões tiveram seus benefícios concedidos, no valor médio de R$ 1.336,06 ,em 2016, e  1.399,78.  em 2017, pouco acima do salário mínimo muito distante do teto, o que “acentua o empobrecimento dos segurados que teriam uma aposentadoria que lhe assegurasse tranquilidade na velhice“.

“O projeto frankstein” tinha um objetivo secreto, gerado no Ministério da Fazenda que era afundar o INSS, desmancha-lo, transferindo a concessão de benefícios a bancos, tanto que acabaram com o Ministério da Previdência e colocaram o INSS no Ministério de Combate a Fome, para desmoralizar mesmo. O outro objetivo, disse, seria o de levar os segurados à – no pânico e no desespero,  a comprar planos de previdência, de bancos e seguradoras, e cujos ativos  já superiores aos dos fundos são utilizados nos ajuste fiscal.  No final do 1º semestre de 2016, quando foi deflagrada a reforma 12,5 milhões  brasileiros tinham planos . Em setembro de 2017, chegou a 17.7 milhões, com mais de 1 milhão de novos segurados.

A ANASPS, afirmou sempre combateu a reforma como foi proposta, mesmo porque não há uma linha no projeto sobre financiamento. “Defendemos que a reforma tratasse da idade mínima e do bolha demográfica e , principalmente do seu financiamento o que poderá ser feito pelo futuro governo”, disse.

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