Se depender de um grupo de pré-candidatas de vários estados do país, a eleição de 2020 não será a mesma. Elas criaram uma mobilização virtual contra compra de votos em julho e fizeram sucesso nas redes sociais.
Por Redação
Após o sucesso espontâneo de mobilização do primeiro manifesto, alertando para os males da venda do voto e que teve participação de quase cem mulheres de todas as regiões do Brasil, o grupo feminino que hoje já aglutina cento e cinquenta delas, realizou seu segundo manifesto na primeira semana de agosto, tentando combater a prática das candidaturas laranjas, realizadas por mulheres que vendem seus nomes às chapas partidárias, para que estas consigam atingir a cota de 30% de participação feminina, prevista em Lei eleitoral.
Maria Tavares, alagoana, pré-candidata a vereadora é a idealizadora das ações e maior expoente de conjuntura dentre as aderentes, acredita que o sucesso do manifesto será ainda maior pois, segundo ela, “a máquina eleitoral espúria usa-nos como insumo eleitoral, como se fôssemos aquém do protagonismo político, o que jamais aceitarei e tenho certeza que isso mexerá com várias outras mulheres”. Há relatos também de inúmeras partícipes de que a postagem do primeiro manifesto nas redes sociais gerou um engajamento inédito para elas individualmente, como relatam Mylena Costa (PA) e Angela Quintanilha (SP), ambas totalizando mais de 200 compartilhamentos, dizendo que “a repercussão foi incrível”.
Segundo Dell pré-candidata pelo PSC em Gurupi, Tocantins que vai lutar para ser vereadora.
“O movimento tem ganhado força, tem tido repercussão positiva e influenciado mais mulheres a lutarem por seu espaço. O manifesto é a legitimação de que as mulheres estão saturadas e não aceitam mais servir de escada. Acredito numa campanha mais limpa, sem uso de dinheiro público e principalmente na importância da mulheres na política.” Ela tem participado de movimentos de mulheres de todo o Brasil, que lutam por um país mais justo e livre da corrupção.
A Deputadas Adriana Ventura (Novo/SP) e Ana Paula Siqueira (Rede/MG), federal e estadual respectivamente, também aderiram ao dois manifestos e provavelmente farão parte do coro ao terceiro, até mesmo atraindo a participação de mais mulheres já presentes na cena política nacional, com mandato.
Tanto a venda de votos como a candidatura laranja, são males que devem ser combatidos, já que colabora para a manutenção da mulher às sombras da política. Todas as mulheres que aderiram ao movimento publicaram um material exclusivo em suas redes sociais, ao mesmo tempo, para que juntas, pudessem ecoar essa causa.
O terceiro manifesto está programado para acontecer dia 20/08, e promete fortalecer ainda mais a união das mulheres por uma política verdadeira.










