Foram presos os vereadores Adael Oliveira Guimarães (PSDB), Emivaldo Pires de Souza (PTB), Jean Carlos da Silva (PV) e o secretário Geylson Neres Gomes (MDB), que também integrava a Câmara e está licenciado. A operação da Polícia Civil do Tocantins aconteceu nesta manhã (27) e investiga fraudes em licitações da câmara municipal de Porto Nacional.
Da Redação
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da Delegacia Especializada em Investigações Criminais – DEIC/Porto, com o apoio da Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública – DRACMA, do 1º Distrito Policial de Palmas, Delegacia Estadual de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária – DOT e Delegacia Especializada na Repressão a Narcóticos – DENARC, realizaram nesta quinta-feira,27, em Porto Nacional, a 60 quilômetros de Palmas, a Operação Poker Face, que é seguimento à operação Catarse, realizada no município no último dia 17 de dezembro.
O objetivo da operação é investigar um processo fraudulento de licitações na Câmara de Vereadores de Porto Nacional. As suspeitas da Polícia Civil é que o esquema criminoso acontecia desde 2013, com um prejuízo para os cofres públicos que passam dos R$ 700 mil. A Polícia acredita que o esquema organizava licitações fraudulentas no órgão em diversos setores, desde a organização de eventos públicos a aquisição de equipamentos de informática.

Participaram da operação, cerca de 40 policiais. De acordo com o delegado Ricardo Real, responsável pela ação policial, foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva, sendo seis em Porto Nacional e dois em Palmas. Entre os presos em Porto estão três vereadores e um parlamentar licenciado, além de um servidor da Câmara de Vereadores e um ex-servidor daquela casa legislativa, responsável pelo esquema fraudulento de licitações.
Em Palmas foram presos um empresário e um ex-vereador de Porto Nacional. Um mandado de prisão preventiva ainda encontra-se aberto. “Nós estabelecemos o ano de 2013 para começarmos as investigações porque as empresas comandadas pelo responsável pelo processo fraudulento naquele ano. Então por isso tomamos este marco como base”, afirmou. Ainda de acordo com o delegado, com o andamento das investigações, anos anteriores às investigações também poderão ser adicionados ao inquérito policial.
Saiba Mais
No último dia 17 de dezembro a Polícia Civil realizou uma etapa da Operação Catarse, batizada de “Negócio de Família”, uma vez que os envolvidos, um casal e demais familiares e amigo são suspeitos de montar empresas para concorrem em processo licitatório na sede do poder legislativo daquele município. Foram realizadas buscas na Câmara de Vereadores de Porto Nacional e nas empresas e escritórios dos suspeitos.







