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Paraíso do Tocantins: Investigações apontam que grupo criminoso acusou falsamente a líder religioso de crime não existente

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins12 de março de 2025 - 10:574 minutos de leitura
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Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços do criador do perfil falso e do responsável pela divulgação das imagens. “As investigações apontaram que um ex-membro de uma instituição religiosa, insatisfeito com a administração e com o sacerdote responsável, criou um perfil falso em redes sociais se passando por uma garota de programa. Por meio desse perfil, o indivíduo enganou a vítima, convencendo-a a enviar imagens íntimas”, disse o delegado-chefe da 6ª DEIC, Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho responsável pela operação Operação Unfollow.

por Redação

Logo nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 11, policiais civis da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Paraíso do Tocantins) deflagraram a Operação Unfollow para cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços de pessoas ligadas a um grupo criminoso, nas cidades de Paraíso e Palmas.

O delegado-chefe da 6ª DEIC, Antônio Onofre Oliveira da Silva Filho, explica que os investigados são apontados como responsáveis pela divulgação indevida de imagens íntimas de um líder religioso da cidade de Paraíso, que valeram-se de perfis de notícias em redes sociais, para acusar falsamente a vítima de crime não existente.

A ação policial faz parte desta investigação que visa responsabilizar os envolvidos pelos crimes cometidos – Imagem ilustrativa da web

“As investigações apontaram que um ex-membro de uma instituição religiosa, insatisfeito com a administração e com o sacerdote responsável, criou um perfil falso em redes sociais se passando por uma garota de programa. Por meio desse perfil, o indivíduo enganou a vítima, convencendo-a a enviar imagens íntimas. Posteriormente, essas imagens foram divulgadas em portais de notícias na internet com o objetivo claro de desmoralizar o líder religioso e a instituição à qual ele pertence. Além disso, o autor ainda atribuiu falsamente ao líder a prática de um crime que nunca ocorreu”, destaca o delegado Antônio Onofre.

A ação policial faz parte desta investigação que visa responsabilizar os envolvidos pelos crimes cometidos. Para isso, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços do criador do perfil falso, residente em Palmas, e do responsável pela divulgação das imagens, que mora em Paraíso. Durante a abordagem, o criador do perfil falso confessou os crimes.

O delegado Antônio Onofre ressalta que o caso está sendo tratado com seriedade pela Polícia Civil, que busca garantir a aplicação da lei e a reparação dos danos causados à vítima e à instituição. “A criação de perfis falsos em redes sociais, método utilizado para a prática dos crimes, não impediu a identificação dos responsáveis. Portanto, ass medidas adotadas visam robustecer as informações já coletadas durante a investigação, as quais comprovam o envolvimento dos dois suspeitos, homens de 26 e 39 anos. Além disso, fica o alerta que esse tipo de conduta pode configurar diversas infrações penais, dependendo dos mecanismos utilizados e da finalidade por trás das ações”, ressalta.

A Operação contou com o apoio da 5ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Paraíso. “O nome da operação significa ‘deixar de seguir’ e está atrelado ao contexto criminoso, no qual algumas pessoas que integram a comunidade religiosa da vítima, descontentes com questões administrativas, cometeram os crimes como forma de vingança contra as lideranças da denominação”, explica o delegado regional e também titular da 63ª DP,  José Lucas Melo.

Após a análise do material apreendido (dispositivos eletrônicos) na Operação Unfollow e a verificação da participação de mais pessoas, o procedimento investigativo será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para adoção das medidas legais necessárias. “Os envolvidos responderão pelos crimes de divulgação de imagem íntima não autorizada e calúnia qualificada. Somadas, as penas chegam a 11 anos de reclusão”, conclui o delegado Antônio Onofre.

Texto: Vania Machado/Governo do Tocantins

 

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