Da Redação
O pré-candidato ao Senado Paulo Mourão anunciou a articulação de uma proposta para estender a Ferrovia Transnordestina até o município de Guaraí, na região central do Tocantins. A iniciativa prevê a construção de um ramal de aproximadamente 850 quilômetros a partir de Eliseu Martins (PI) para integrar a malha ferroviária aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), conectando-a à Ferrovia Norte-Sul.
A proposta busca criar um entroncamento logístico para atender ao fluxo de cargas da região do MATOPIBA — fronteira agrícola formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. De acordo com o projeto, a interligação visa reduzir custos e tempo de transporte para a exportação de grãos, carnes, minério e produtos da fruticultura com destino aos mercados asiático, europeu e norte-americano.
Histórico e articulação política
A nova frente de infraestrutura surge após alteração no traçado da Ferrovia de Integração Leste-Oeste (FIOL), que previa conexão com a Norte-Sul no município de Figueirópolis, ao sul do Estado e passou para o Estado de Goiás.
Segundo Mourão, a proposta atual conta com apoio do governo federal para viabilizar os estudos e o financiamento necessários. O pré-candidato citou como precedente de atuação logística a implantação do terminal intermodal de Luzimangues, em Porto Nacional, estruturado durante sua gestão municipal em parceria com o Executivo federal e entidades de classe.
“Estamos trabalhando junto com a presidência da República para trazer a Ferrovia Transnordestina para o Tocantins. O objetivo é conectar o trecho que sai dos portos de Pecém e Suape até Eliseu Martins e estendê-lo até Guaraí”, declarou Mourão.
Impacto socioeconômico e viabilidade fiscal
A eventual consolidação do entroncamento ferroviário em Guaraí tende a alterar a dinâmica de transportes do centro-norte do país, aliviando a dependência do modal rodoviário para o escoamento de commodities. No entanto, a viabilidade do projeto depende da capacidade de atração de capital privado e da aprovação de licenças ambientais para o novo trecho. Caso executada, a infraestrutura pode atrair indústrias de transformação e gerar empregos diretos, embora exija planejamento urbano nas cidades impactadas para evitar gargalos na prestação de serviços públicos.









