Da Redação
A coligação “Pra Frente Tocantins”, formada por PSD, PSB, PDT e pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), oficializou a candidatura de Laurez Moreira (PSD) ao Governo do Estado nesta terça-feira (4). O evento de homologação ocorreu durante convenção partidária e confirmou o Coronel Silva Neto como candidato a vice-governador, além de Paulo Mourão (PT) para o Senado. A aliança busca consolidar o apoio do governo federal no estado e apresentou também candidaturas às vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
Composição da chapa e apoios políticos
A solenidade contou com a participação do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, que representou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A presença do ministro ratificou o alinhamento da chapa com o Palácio do Planalto.
Também estiveram presentes os presidentes estaduais das siglas integrantes da coligação — Nile William (PT), Gil Cavalcante (PDT) e Germana Pires (PCdoB) —, além de parlamentares, prefeitos e lideranças regionais. Na ocasião, foram apresentadas as candidaturas à reeleição dos deputados estaduais Eduardo Mantoan, Gutierres Torquato e Luciano Oliveira, todos do PSD.
Diretrizes do plano de governo
Durante o ato, a chapa indicou que a proposta orçamentária e administrativa terá como eixos centrais a redução de filas no atendimento à saúde pública, a valorização do funcionalismo, o fomento à agricultura familiar e a atração de investimentos privados para industrialização.
O candidato a vice-governador, Coronel Silva Neto, mencionou sua trajetória na Polícia Militar como base para a atuação na gestão pública, destacando o compromisso com a fiscalização do emprego de verbas estaduais. Laurez Moreira enfatizou a intenção de estabelecer pontes institucionais permanentes com os 139 municípios tocantinenses e com a União para a expansão de programas federais de habitação, infraestrutura e assistência social.
Eleitorado de centro-esquerda
A formalização da candidatura de Laurez Moreira com a chancela do governo federal reorganiza as forças da política tocantinense ao buscar centralizar o eleitorado de centro-esquerda e estabelecer uma oposição direta aos grupos tradicionais do estado. Ao estruturar uma chapa que une a articulação partidária à pauta do alinhamento com a União, o grupo tenta mitigar o histórico de instabilidade no Executivo estadual. No entanto, a viabilidade do projeto dependerá da capacidade da coligação em converter o apoio formal de lideranças e o alinhamento ministerial em votos nas bases municipais, onde disputas locais frequentemente sobrepõem-se às alianças nacionais.











