Por Wesley Silas
O senador e vice-presidente do PSD no Tocantins, Irajá Abreu, negou nesta segunda-feira (3) ao Portal AtitudeTO as informações sobre a desistência de sua pré-candidatura ao Senado Federal e condicionou sua permanência na disputa a uma intervenção da Executiva Nacional do partido. A manifestação pública ocorre na véspera da convenção do PSD, marcada para esta terça-feira (4), e expõe o impasse interno entre o parlamentar e o vice-governador e pré-candidato ao Governo do Estado, Laurez Moreira, intensificado após o alinhamento para o lançamento de Paulo Mourão (PT) como pré-candidato ao Senado na mesma coligação.
Contestação Interna e Ofício à Direção Nacional
Irajá classificou as notícias sobre o recuo de seu projeto político como falsas e ressaltou que formalizou o descontentamento com a condução da legenda no estado por meio de um ofício endereçado ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. No documento, o senador aponta o que considera “rumos equivocados” na condução das alianças locais e vincula a definição de seu futuro eleitoral à manifestação da instância nacional.
Retirada de Irajá material das convenções
O Portal Atitude questionou também ao vice-governador Laurez sobre a retirada do nome de Irajá do material das convenções. “Ele pediu e nós retiramos”, disse Laurez
No trecho final do documento enviado à direção partidária, o parlamentar registra: “Diante dos fatos expostos, fico no aguardo de uma deliberação oficial da executiva nacional do PSD sobre a liderança de Vossa Senhoria, referente ao assunto em comento. Caso seja corrigido os rumos equivocados do partido no Tocantins, permaneço à disposição para a disputa do pleito eleitoral”.
A Convenção Partidária e a Disputa por Espaço
A realização da convenção estadual nesta terça-feira (4) coloca em lados opostos as duas principais lideranças do PSD no Tocantins. De um lado, Laurez Moreira busca consolidar a estrutura de sua pré-candidatura ao Palácio Araguaia, respaldada pela composição com o Partido dos Trabalhadores e a indicação de Paulo Mourão para a vaga ao Senado. Do outro, Irajá cobra o cumprimento de acordos prévios que assegurassem o espaço para sua tentativa de reeleição, criando um impasse jurídico e político sobre a ata oficial que será homologada no evento partidário.








