Por Wesley Silas
A assessoria de imprensa do PSD no Tocantins divulgou nota oficial nesta segunda-feira, 03, para rebater o posicionamento do senador Irajá (PSD), que acionou a direção nacional do partido solicitando intervenção da executiva para mediar divergências locais. O diretório estadual afirmou respeitar a decisão do parlamentar de desistir da pré-candidatura à reeleição, mas rejeitou a transferência de responsabilidade pelas definições da chapa majoritária para a direção da legenda.
Acordo interno e composição da chapa
Segundo o posicionamento do partido, a inclusão do nome de Irajá para a disputa ao Senado sempre esteve mantida nas tratativas internas da coligação. A legenda esclareceu que, após a saída de Mauro Carlesse (PSD) do pleito, a segunda vaga ao Senado na aliança foi destinada a Paulo Mourão (PT), conforme os critérios pactuados entre as agremiações aliadas.
O PSD informou ainda que nem a executiva estadual nem o diretório nacional debateram a inclusão de qualquer outro filiado para substituir a pré-candidatura de Irajá ao Senado.
Governança partidária e diálogo
Na nota, a direção estadual ressaltou que as deliberações do PSD ocorrem por meio de consultas e acordos coletivos entre as siglas parceiras. O texto enfatiza que as escolhas foram construídas de forma consensual e que cabe aos envolvidos assumir os desdobramentos de suas decisões políticas.
A diretoria regional concluiu o comunicado declarando que mantém os canais de interlocução abertos para preservar a unidade da base aliada nas eleições estaduais.
O Impacto Eleitoral
A manifestação oficial do PSD evidencia o aprofundamento do impasse entre a bancada federal e o comando estadual da legenda no Tocantins. Ao atribuir a saída de Irajá a um recuo voluntário e rejeitar a intermediação nacional, a diretoria regional tenta blindar o acerto local e sinaliza que não alterará o desenho da chapa majoritária para acomodar exigências individuais. Para a disputa eleitoral de 2026, esse isolamento do senador enfraquece a coesão interna do PSD, eleva a instabilidade no bloco governista e tende a forçar recomposições nas alianças proporcionais e majoritárias no estado.









