
da redação
A formalização da federação partidária entre União Brasil e Progressistas, batizada de União Progressista, caiu como um combustível no cenário político do Tocantins e abriu oficialmente uma disputa de peso pela única vaga ao Senado em 2026. O movimento nacional que uniu as duas legendas trouxe para o Estado um confronto interno direto entre os deputados federais Carlos Gaguim (UB) e Vicentinho Júnior (PP).
De um lado, Gaguim chega fortalecido com o respaldo do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, que o vê como principal nome da legenda para a disputa majoritária. Do outro, Vicentinho Júnior conta com o peso político do presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, que já sinalizou apoio integral à sua pré-candidatura ao Senado. Essa divisão expõe a força das duas lideranças e coloca a federação diante de um dilema: como conciliar dois projetos que se chocam pelo mesmo espaço.
Nos bastidores, lideranças locais avaliam que a disputa será acirrada e que dificilmente União Progressista terá condições de levar dois candidatos ao Senado sem comprometer sua unidade política no Tocantins. A definição deve passar pela capacidade de articulação de cada parlamentar, pela conquista de prefeitos e lideranças regionais e, sobretudo, pelo peso das executivas nacionais na condução do processo. O certo é que a federação, que nasceu para unir, já começa testando seus limites em um Estado estratégico para as duas legendas.







