Por Wesley Silas
Em evento de lançamento da pré-candidatura de Mauro Carlesse ao Senado nesta quinta-feira (14), em Gurupi, o vice-governador Laurez Moreira (PSD) comentou a relação com o Partido dos Trabalhadores. Moreira destacou que, embora o PSD demonstre força com candidaturas próprias, a composição final de alianças e a escolha do vice serão discutidas apenas no período das convenções partidárias.
Estratégia de alianças e diálogo partidário
Indagado especificamente sobre a aproximação com o PT, Laurez Moreira evitou definições imediatas, mas reconheceu a relevância de todas as legendas no processo eleitoral. O pré-candidato ao Governo do Estado enfatizou que possui interlocução em diversos setores.
“Todos os partidos são importantes, mas nós só vamos definir a questão da chapa mais na frente. Eu, graças a Deus, tenho voto em todos os segmentos da sociedade”, declarou o vice-governador. Segundo Moreira, o foco atual é a mobilização de base, deixando o fechamento de acordos para o mês de julho.
Demonstração de força do PSD
Laurez aproveitou o ato político em Gurupi para reforçar a posição de destaque da sua sigla no cenário estadual. O político pontuou que a musculatura do PSD é evidenciada pela viabilidade de nomes internos para os cargos majoritários.
“O PSD é o único partido que tem um candidato a governador e dois candidatos ao Senado. Isso é uma demonstração da força do nosso partido”, afirmou, referindo-se às pré-candidaturas de Mauro Carlesse e Gutierres Torquato. Sobre a vaga de vice, Moreira reiterou: “Nós só vamos discutir no mês de julho, na véspera da convenção”.
Articulação regional e presenças
O evento no Clube da Caixa serviu como termômetro político para a região Sul do Tocantins. Além de Carlesse e Laurez, o palanque contou com o ex-governador Sandoval Cardoso (Podemos) e os deputados estaduais Gutierres Torquato, Olintho Neto e Waldemar Júnior. A presença da prefeita Josi Nunes e de prefeitos de cidades vizinhas reforçou o caráter municipalista da mobilização.
Equilíbrio entre a independência e a coalizão
A fala de Laurez Moreira sinaliza uma estratégia de “espera ativa”. Ao mesmo tempo em que ostenta a força de uma chapa “puro-sangue” do PSD, o vice-governador evita afastar o PT ou outras siglas de esquerda e centro. Essa postura visa preservar o capital político de Laurez em diferentes frentes, permitindo que ele chegue às convenções de julho com maior poder de barganha. O desafio será conciliar as pretensões internas do PSD com a necessidade de um arco de alianças amplo, essencial para a viabilidade de uma candidatura ao Governo do Estado.








