Da Redação
O prefeito de Porto Nacional, Ronivon Maciel (União Brasil), foi uma das lideranças a discursar no lançamento da pré-candidatura da senadora Professora Dorinha (União Brasil) ao Governo do Tocantins. O evento ocorreu na noite desta quarta-feira, 16 de julho, no Complexo Esportivo Pedro Quaresma, em Araguaína, e reuniu mais de 12 mil pessoas e mais de 100 gestores municipais, segundo a organização.
Em seu discurso, Ronivon defendeu a capacidade administrativa da senadora e projetou avanços para o estado caso ela vença a eleição. “Vamos pensar que nós teremos uma família melhor, mais cuidada e mais protegida. Que nós teremos uma rua melhor, um bairro melhor, uma cidade melhor e um Tocantins”, afirmou.
O prefeito também fez questão de ressaltar a continuidade em relação à gestão do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), que chancelou o evento e participou do palanque. Ronivon pediu à população que confiasse na sucessão estadual: “Essa mulher tem muita responsabilidade. Essa mulher tem dedicação. Essa mulher tem seriedade. Não tenham dúvida, tocantinenses. Vamos entregar nas mãos certas”, disse.
Investimentos em Porto Nacional
O respaldo de Ronivon à pré-candidatura tem como pano de fundo o volume de recursos que Dorinha destinou ao município. Segundo dados apresentados, a senadora é a congressista que mais alocou verbas para Porto Nacional na história, com R$ 112,2 milhões indicados para obras, saúde, infraestrutura e educação. Desse total, mais de R$ 70 milhões foram viabilizados a partir de 2021, durante a gestão do atual prefeito.
O discurso de Ronivon explicita a lógica da aliança entre Wanderlei Barbosa e Dorinha: o governador busca transferir capital político para a senadora, enquanto ela apresenta como trunfo eleitoral a capilaridade de investimentos federais nos municípios. A menção reiterada à “continuidade” indica a estratégia de costurar uma candidatura de situação sem ruptura, blindando Dorinha do desgaste natural de quem sucede um governo. O dado de R$ 112 milhões em Porto Nacional, porém, revela que a aposta no palanque é também a cobrança de uma fatura política — e que a prefeitura espera ver o fluxo de recursos mantido caso a senadora chegue ao Palácio Araguaia.









