Por Wesley Silas
Nome do ex-comandante-geral da Polícia Militar e pré-candidato a deputado federal, ganha força nos bastidores estratégicos; definição formal será anunciada nas convenções partidárias de 5 de agosto.
A definição do nome que ocupará a vaga de candidato a vice-governador na composição majoritária liderada pela senadora e pré-candidata ao Governo do Tocantins, Dorinha Seabra (União Brasil), entrou em etapa conclusiva e fará diferença numa disputa acirrada.
Informações de bastidores da política estadual indicam que o nome do Coronel Márcio Antônio Barbosa de Mendonça (sem partido), ex-comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins (PMTO), consolida-se entre as principais aposta de parte do grupo político ligado ao governador Wanderlei Barbosa e da senadora Dorinha. A homologação oficial das chapas e alianças partidárias está agendada para as convenções oficiais no dia 5 de agosto.
Perfil técnico e atuação corporativa
Graduado em 2001 pela Academia de Polícia Militar de Minas Gerais, o Coronel Barbosa construiu trajetória operacional e administrativa na corporação tocantinense. Ao longo da carreira militar, esteve à frente do Comando de Policiamento Especializado (CPE) e exerceu funções nos batalhões de Gurupi e Palmas, culminando na ascensão ao Comando-Geral da PMTO.
No âmbito da gestão pública de segurança, sua atuação priorizou a contenção da criminalidade violenta e do modelo de roubo a bancos conhecido como “Novo Cangaço”.
Sob sua administração, estruturaram-se e fortaleceram-se unidades táticas como o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), o Batalhão de Choque (BPCHOQUE) e o Batalhão de Polícia Militar Rodoviário e Divisas (BPMRED).
Entre as ações operacionais registradas sob seu comando destaca-se a Operação Canguçu, deflagrada em 2023. A força-tarefa integrada durou 39 dias na região oeste do estado e resultou na neutralização de 19 suspeitos em confrontos armados e na prisão de cinco integrantes da organização criminosa.
Integração regional e controle de divisas
A estratégia de segurança executada durante a gestão do ex-comandante incluiu acertos operacionais de cerco e patrulhamento em regiões fronteiriças do Tocantins com estados vizinhos:
Eixo BR-153 (Goiás): Ações integradas de combate ao tráfego ilegal de armas de fogo e entorpecentes;
Região do MATOPIBA (Bahia): Incremento do patrulhamento rural para coibir roubos a propriedades agrícolas e conflitos no campo;
Divisa do Araguaia (Pará e Mato Grosso): Bloqueios táticos voltados à interdição de rotas de fuga de quadrilhas especializadas em assaltos a instituições financeiras.
Visão institucional e posicionamento público
Em manifestação recente veiculada por meio de artigo de opinião, o Coronel Barbosa externou avaliações sobre a formulação de políticas públicas voltadas à defesa social. No texto, sustentou a necessidade de distanciar o debate técnico-estratégico da exploração político-eleitoral simplista.
“O debate que o Brasil precisa fazer não é sobre quem faz o discurso mais duro ou a promessa mais impactante. O verdadeiro debate deve ser sobre quem conhece a realidade da segurança pública, quem possui experiência para enfrentar os desafios e quem apresenta resultados concretos”, afirmou o militar, defendendo a atuação institucional sistêmica em detrimento de soluções individuais.
No espectro político, analistas apontam que o nome do ex-comandante apresenta índice reduzido de rejeição tanto entre parlamentares e prefeitos da base governista quanto em setores da oposição nos 139 municípios do estado. No campo pessoal, mantém postura discreta e reserva em relação à sua esfera familiar — ambiente que inclui o parentesco direto (sogro) com o cantor Henrique, da dupla sertaneja Henrique & Juliano.
Impacto Estratégico na Chapa Majoritária
A eventual confirmação do Coronel Barbosa na composição vice-governamental responde a um cálculo de equilíbrio político e eleitoral. Em um pleito que se desenha acirrado, a escolha da vice-governança deixa de ser um mero arranjo cartorial para se converter em vetor de ampliação de eleitorado. Ao unir a densidade político-estratégica da senadora Dorinha Seabra ao perfil operacional e conservador do ex-comandante da PMTO, o grupo governista busca blindar a candidatura no pilar da segurança pública — pauta de alta sensibilidade social —, garantindo interlocução direta com a comunidade militar e com os segmentos do eleitorado que exigem pragmatismo técnico na administração governamental.










