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Imunização aos docentes começa por professores de creches e pré-escolas, aponta Ministério da Saúde

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins28 de maio de 2021 - 19:253 minutos de leitura
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O grupo dos trabalhadores da educação já fazia parte dos públicos prioritários e agora os estados começarão a receber doses para aplicação nesses profissionais.

Atualmente, os estados estão imunizando pessoas com comorbidades e pessoas com deficiência cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI), Francieli Fantinato, o ministério começará a destinar doses aos trabalhadores da educação em paralelo aos grupos de pessoas com deficiência permanente sem cadastro no BPC, população em situação de rua e funcionários e população do sistema de privação de liberdade (prisões e unidades de internação de adolescentes).

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fontana, durante coletiva sobre as novas diretrizes da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19.
A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fontana, durante coletiva sobre as novas diretrizes da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19. – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A imunização dos trabalhadores da educação ocorrerá das primeiras para as últimas séries, contemplando, nesta ordem: creches, pré-escolas, ensino fundamental, ensino médio, ensino profissionalizante e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em seguida, serão contemplados os profissionais da educação superior.

A medida foi adotada após ter sido detectada uma menor procura por vacinação dos grupos prioritários em estados e municípios. “Essa demanda reduzida pode estar relacionadas às superestimativas do grupo de comorbidades, onde utilizamos dados da Política Nacional de Saúde, mas não faz relação com as comorbidades do PNI, existindo uma margem de erro”, explicou Francieli.

“Enquanto estivermos vacinando grupos vulneráveis já vamos abrir para trabalhadores da educação. Na sequência, quando concluir esses grupos, inicia os outros segmentos: força de segurança e salvamento, trabalhadores de transporte coletivo até o grupo 28 [do PNO]. São números pequenos. Os quantitativos de vacina vamos dividir. Vamos fazer uma parte para este segmento e uma parte por faixa etária”, comentou a coordenadora do PNI.

A vacinação por faixa etária, para a população em geral, seguirá a ordem decrescente. Como os idosos (60 anos +) já foram imunizados, o ministério pretende vacinar as pessoas de 18 a 59 anos. O esquema de vacinação terá início pelos mais velhos (59 anos). Francieli Fantinato acrescentou que os municípios terão a flexibilidade de pactuar com os estados a aceleração da imunização nos grupos do PNO e nas faixas etárias, caso complete segmentos.

“A estratégia inicial é concluir até o grupo de trabalhadores da educação, na sequência inicia o grupo 20 [forças de segurança] e por faixa etária. Se o município tiver demanda reduzida, tem que fazer trabalho de identificar pessoas, de buscar e se esgotar essas possibilidades já pode abrir. O município vai ter que manejar isso e entender a sua população”, explicou.

Pfizer

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, durante coletiva sobre as novas diretrizes da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19.
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, durante coletiva sobre as novas diretrizes da campanha nacional de vacinação contra a Covid-19. – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destacou a autorização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da possibilidade de armazenamento da vacina da Pfizer nas temperaturas entre 2ºC e 8ºC, por até 31 dias. Até então, o período máximo permitido era de cinco dias. Com isso, disse Cruz, será possível enviar os imunizantes para mais cidades, chegando ao conjunto dos municípios brasileiros.

Vacinas em junho

O secretário executivo informou que, para junho, está prevista a distribuição de 43,8 milhões de doses. Esse total será formado por 20,9 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca, produzidas pela Fiocruz; 6 milhões da Coronavac (do Instituto Butantan); 4 milhões da Oxford/AstraZeneca pelo consórcio Covax Facility; 842 mil da Pfizer pelo Covax Facility e 12 milhões da Pfizer.

Edição: Lílian Beraldo

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