Com apenas 17 deputados federais e 2 senadores, o PDT enfrenta um cenário desafiador no Congresso Nacional. Este é o partido do vice-governador e pré-candidato ao governo, Laurez Moreira, e do deputado estadual, Gutierres Torquato. Visando fortalecer suas candidaturas em 2026, eles consideram buscar outra legenda que ofereça melhor apoio estrutural, incluindo financiamento, tempo de propaganda e plataformas de comunicação. A situação do PDT se complicou ainda mais após o escândalo de fraude no INSS, levando à destituição de Carlos Lupi, ex-presidente nacional do PDT e então ministro da Previdência Social.
Por Wesley Silas

Diante dessas circunstâncias, Laurez enfrenta o desafio de escolher um novo partido, já que legendas como União Brasil, PL e Republicanos já têm seus pré-candidatos ao governo, praticamente, definidos. O União Brasil, por exemplo, apoia a senadora Dorinha, enquanto o PL e Republicanos têm Eduardo Gomes e o governador Wanderlei, respectivamente, como candidatos alinhados à sua liderança.
As recentes turbulências internas do PDT, especialmente após a saída de Carlos Lupi do comando da Previdência Social devido a escândalos, têm acelerado este processo de reflexão. Tanto Laurez quanto Gutierres precisam considerar partidos que ainda não tenham definidos seus candidatos, como União Brasil, PL e Republicanos já fizeram.
Este cenário é desafiador em razão das atuais negociações para fusões e federalizações partidárias. O PSDB, que poderia ser uma alternativa, está considerando aliar-se ao MDB e Republicanos, o que torna as opções de esquerda ou centro-esquerda mais atrativas. Nesta dinâmica, membro de partidos com viés centro-esquerda, como o PSB, que já foi presidido por Laurez, agora presidido no Tocantins por Carlos Amastha avança negociação para formar uma federação com o Cidadania para o cenário 2026 e pós 2026 e até abril de 2026 a federação do PT, PV e PCdoB deverá decidir se continua suas alianças.
Dinâmica e estratégia eleitoral no Tocantins
A política do Tocantins exige atenção às diferentes densidades eleitorais. A região central, incluindo Palmas, Porto Nacional e Paraíso, conta com mais de 291 mil eleitores, enquanto Araguaína e seus arredores somam cerca de 118 mil. Já o Bico do Papagaio possui 176 mil eleitores distribuídos em 27 municípios. Contra isso, a região de Gurupi, apesar de sua tradição política, apresenta uma desvantagem com 142.524 eleitores.
Laurez e Gutierres devem, portanto, estruturar suas campanhas com um foco claro nas áreas de maior concentração de eleitores e nas articulações partidárias que melhor suportem seus objetivos. A decisão sobre uma possível mudança de partido será de extrema importância para enfrentar a disputa de 2026 com competitividade e eficácia.







