A demora na execução de obras de infraestrutura tem dificultado a vida das comunidades ribeirinhas de Peixe, especialmente no que diz respeito às rampas de acesso ao Rio Tocantins. Obras financiadas por emendas parlamentares, sem contrapartida do município, continuam com o status de incompletas. São exemplos as rampas de balsa que conectam as Vilas de São Miguel e Romão, localizadas na margem direita do rio, aos serviços públicos, como hospitais, comércio e outros serviços essenciais à população. “No mínimo teria que liberar, pelo menos um acesso, porque todo mundo tem o direito e ir e vir. É um descaso com a população e com quem trabalha”, disse o barqueiro Duda. O direito de ir e vir é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal do Brasil, no artigo 5º, inciso XV.
Por Wesley Silas
Originalmente, a previsão de início dessas obras era para 26 de junho de 2024, porém só tiveram início em agosto do mesmo ano, com a expectativa de serem inauguradas em janeiro de 2025. Enquanto isso, a situação se agravou com a interdição da única rampa de acesso ao rio utilizada por barqueiros e turistas, próxima à rampa de concreto situada no centro da cidade. Essa interdição prejudica diretamente o transporte e a renda dos profissionais que dependem do rio para suas atividades.
Em vídeo disponível abaixo, o barqueiro Duda manifesta sua preocupação, reforçando que, nesta época do ano, os barqueiros costumam ampliar seus serviços em busca de aumento na renda familiar, atendendo aos turistas que visitam a região.
A ausência de uma infraestrutura adequada e de acesso ao rio torna urgente a atenção das autoridades municipais e estaduais para solucionar esses problemas, garantindo o direito das comunidades ribeirinhas e facilitando a economia local, que depende do transporte fluvial. Valorizar a importância dessas rampas é investir no desenvolvimento sustentável de Peixe e na qualidade de vida de seus habitantes.







