Da redação
A discussão em torno do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou repercussões em todo o país e também expôs divisões políticas entre os três senadores do Tocantins. Enquanto Eduardo Gomes (PL) e Dorinha Seabra (União Brasil) manifestaram-se favoráveis ao impeachment, o senador Irajá Abreu (PSD) adotou a posição contrária, defendendo a permanência de Moraes no cargo. A movimentação gerou reações diversas no cenário político estadual e pode influenciar diretamente a relação dos parlamentares com suas bases eleitorais.
O senador Irajá, que votou contra o impeachment, adotou um discurso mais institucional, defendendo a harmonia entre os Poderes e destacando que o momento exige responsabilidade política. A posição, no entanto, contrasta com a de grande parte do eleitorado conservador tocantinense, que tem críticas ao STF, especialmente a Moraes, associado a decisões que atingiram lideranças da direita. A decisão de Irajá pode ser lida como um aceno ao grupo do presidente Lula e ao eleitorado moderado, mas representa risco de desgaste junto ao campo mais à direita, onde o apelo pela destituição do ministro é forte.
Já Eduardo Gomes, um dos nomes mais próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro no estado, e a senadora Dorinha, endossaram o pedido de impeachment. Para ambos, a posição fortalece a identificação com as demandas da base mais mobilizada da direita tocantinense, podendo representar ganhos eleitorais especialmente em um cenário de polarização. Porém, há também o risco de desgaste com setores da esquerda e aos que defendem a estabilidade institucional e rejeitam confrontos entre os Poderes.
A postura divergente dos senadores mostra como o Tocantins vive um cenário político plural, onde o equilíbrio entre pragmatismo e identidade ideológica será decisivo para os projetos políticos de 2026.







