Por Dr. Roger Lippi, advogado e Professor universitário da Faculdade Anhanguera de Palmas.
No mês em que comemoramos o Dia do Advogado, convido você, estudante, cidadão ou profissional de qualquer área, a refletir sobre a importância da advocacia em um mundo cada vez mais complexo, veloz e, por vezes, barulhento demais para escutar o que realmente importa: a justiça.
Advogar, nos dias de hoje, vai muito além de conhecer a lei. É, sobretudo, um ato de coragem diária, de entrega, de empatia e de firmeza ética. Não é à toa que o inesquecível Sobral Pinto já nos alertava: “a advocacia não é profissão para covardes”.
E ele tinha razão. O advogado é, por natureza, aquele que ergue a voz por quem não pode falar, que enfrenta o sistema quando o sistema falha, que insiste quando todos já desistiram. Não raro, atua sozinho diante de estruturas injustas ou burocracias frias, tentando resgatar a dignidade que a pressa do mundo muitas vezes atropela.
Como mestre em Direito e professor universitário da Faculdade Anhanguera de Palmas, tenho o privilégio de conviver diariamente com jovens sonhadores, cheios de inquietações e perguntas. Vejo na sala de aula não apenas alunos, mas futuros defensores da liberdade, da ética e da cidadania. E é com eles que aprendo, todos os dias, que a advocacia se reinventa, sem jamais abrir mão de seus valores essenciais.
O mundo mudou. Hoje, enfrentamos desafios inéditos, como as transformações trazidas pela inteligência artificial, a hiperconectividade e os conflitos éticos do mundo digital. Mas, ao mesmo tempo, seguimos lidando com velhos dilemas, como o acesso desigual à Justiça, o preconceito, a violência estrutural e a lentidão do Judiciário.
Em meio a tudo isso, o papel do advogado continua sendo o mesmo: defender o Estado de Direito, proteger garantias individuais, lutar por uma sociedade mais justa. Somos ponte entre o direito e o justo. E essa missão, tão nobre quanto difícil, precisa ser celebrada e reconhecida.
Advogar é mais do que trabalhar com leis. É trabalhar com vidas. É escutar o desabafo de uma mãe, a angústia de um trabalhador, a esperança de um empreendedor. É carregar nas mãos não apenas petições, mas histórias, sonhos, e, muitas vezes, a última chance de alguém ser ouvido.
Neste 11 de agosto, deixo meu abraço a todos os colegas de profissão. E lanço um convite ao público em geral: valorizem os bons advogados. Aqueles que não medem esforços para fazer o certo, mesmo quando o certo dá mais trabalho. Porque, no fim das contas, o advogado não é herói, mas é essencial. E, quando ele cumpre bem seu papel, a sociedade toda respira um pouco mais de justiça.








