A recente mudança política do vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira, que deixou o PDT e se filiou ao PSD, a convite do senador Irajá Abreu, está reformulando o cenário político estadual. A decisão ocorre em um momento que reforça a postura do governador Wanderlei Barbosa de permanecer no cargo até o final de seu mandato.
Por Wesley Silas
Nos bastidores, especulava-se que Barbosa poderia renunciar ao governo para disputar uma vaga no Senado em 2026, o que facilitaria a candidatura da primeira-dama, Karynne Sotero, a deputada federal. No entanto, com a filiação de Moreira ao PSD, essas expectativas se dissipam, consolidando a permanência de Wanderlei à frente do governo confirmando as declarações do próprio governador.
O movimento de Laurez Moreira para o PSD, ocorrido no último domingo, dia 24, ganha destaque no cenário político do Tocantins. A troca de partido também representa uma ruptura com o PDT, abalado por recentes escândalos associados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e envolvendo figuras como o ex-ministro da Previdência Social e presidente nacional da sigla, Carlos Lupi.
Com o apoio do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, Laurez foi acolhido com destaque no partido, que agora lhe oferece uma base política estruturada para atuar no estado. A aliança com Irajá Abreu, que cedeu o controle da sigla no estado ao vice-governador, reforça a nova configuração política.
Enquanto Laurez e Irajá anteriormente faziam oposição ao governador Wanderlei Barbosa, essa reconfiguração alivia a pressão sobre Barbosa de deixar o governo, eliminando quase por completo as possibilidades de uma transição antecipada de poder para o vice-governador.







