Sob comando de Eduardo Siqueira Campos, partido projeta eleger até três deputados federais e consolida apoio à senadora do União Brasil; prazo para fechamento de nominatas termina em 4 de abril.
Por Wesley Silas
O cenário político do Tocantins entra em sua fase mais aguda com a proximidade do dia 04 de abril, data que marca o encerramento da janela partidária. Para os pré-candidatos ao Palácio Araguaia, a estruturação das nominatas — as listas de candidatos aos cargos proporcionais — deixou de ser uma etapa burocrática para se tornar o principal divisor de águas entre candidaturas viáveis e projetos isolados. Neste contexto, o Podemos surge entre as peças centrais nas articulações que sustenta a pré-candidatura da senadora Dorinha Seabra (UB) ao Governo do Estado.
O Desafio das Urnas: Metas e comparativos
A estratégia do Podemos, agora sob a presidência do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, é audaciosa: eleger de dois a três deputados federais. O desafio é mensurado pelos números das eleições passadas. Em 2022, o Republicanos foi a única legenda a conquistar três cadeiras na Câmara Federal, atingindo a marca de 184 mil votos.

Para efeito de comparação, o União Brasil obteve 104.375 votos e elegeu apenas um representante, mesmo figurando com cinco nomes entre os 18 mais votados do Estado. Já o PL garantiu duas vagas com uma soma de 90.627 votos. Esses dados mostram que, sem uma engenharia partidária precisa, mesmo votações expressivas podem não se converter em mandatos.
Nominata de “Peso” e critérios rígidos
A lista do Podemos para a Câmara Federal é apontada como uma das mais competitivas desta janela. O partido busca nomes com forte densidade eleitoral, mas estabeleceu critérios para evitar o que Eduardo Siqueira classificou, ao jornalista Cleber Toledo, como uma “Arca de Noé” sem rumo. A regra é clara: não aceitará deputados estaduais eleitos, visando dar equilíbrio à disputa interna e atrair novos quadros.
Entre os possíveis nomes articulados para a disputa federal aparecem:
• Thiago Dimas: deputado federal com base consolidada.
• Lucas Campelo: vereador de Araguaína com forte capilaridade na região norte.
• Sandoval Cardoso: ex-governador, cuja presença é avaliada como um reforço de peso.
• Eli Borges: deputado federal com expressiva votação no segmento religioso.
Conversas de bastidores também apontam uma aproximação com o pré-candidato a deputado federal, Iratã Abreu (hoje PSD).
O Vácuo das oposições
A organização antecipada do Podemos e do União Brasil expõe a fragilidade dos demais governáveis. Enquanto a frente liderada pela professora Dorinha Seabra apresenta um exército de candidatos proporcionais já alinhados e com metas definidas, os adversários enfrentam dificuldades para montar grupos coesos.
Falta de nominatas claras até este momento
A falta de nominatas claras até este momento retira o poder de barganha dos outros quatro pré-candidatos. Sem uma chapa de deputados forte para “puxar” votos e dar sustentação nos municípios, as candidaturas de oposição correm o risco de chegar à convenção fragilizadas, dependentes de acordos de última hora que raramente sobrevivem ao pragmatismo das urnas. Atualmente, a estrutura montada em torno de Dorinha é a única que apresenta capilaridade real em todas as regiões do Tocantins.







