Por Wesley Silas
As pré-campanhas da senadora Professora Dorinha (UB) e do deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB), ambos postulantes ao Governo do Tocantins, formalizaram denúncias nesta segunda-feira (04) sobre investidas criminosas em suas redes sociais. Os ataques consistem na inserção massiva de seguidores inautênticos em seus perfis oficiais, uma tática utilizada para desestabilizar contas e manipular métricas digitais.
Detalhes das ocorrências
Embora atuem em frentes políticas distintas, os parlamentares enfrentam o mesmo problema: o uso de automação para inflar artificialmente o número de seguidores.
No caso da senadora Dorinha, a assessoria jurídica, conduzida pelo advogado Leandro Manzano, já acionou a Polícia Federal. O foco da investigação é identificar os responsáveis pela ação com base no Marco Civil da Internet. Segundo a equipe, o movimento compromete a transparência da comunicação e a integridade do canal.
Já a equipe de Vicentinho Júnior detectou o aumento repentino de contas fakes e optou pela restrição temporária do perfil para evitar punições da plataforma Meta. O departamento jurídico do deputado trabalha com a hipótese de que o ataque visa provocar a suspensão das postagens, já que as plataformas costumam penalizar perfis que apresentam crescimento artificial suspeito.
Justiça Eleitoral e o combate aos crimes cibernéticos
A prática denunciada pelos pré-candidatos reflete um desafio crescente para a Justiça Eleitoral. O uso de mecanismos artificiais para interferir no alcance de adversários ou para simular popularidade é rigorosamente vedado. Conforme as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a utilização de “robôs” para desequilibrar a disputa eleitoral configura abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
A conclusão jurídica sobre o tema é clara: o anonimato e a manipulação de algoritmos não são protegidos pela liberdade de expressão. As sanções para crimes cibernéticos no contexto eleitoral incluem multas pesadas e podem levar à inelegibilidade. O monitoramento de IPs e o rastreio de pagamentos por esses serviços automatizados são as ferramentas atuais da justiça para assegurar que o debate democrático ocorra de forma orgânica e legítima.










