Por Wesley Silas
Em visita ao município de Gurupi, a senadora e pré-candidata ao Governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), acompanhada da prefeita Josi Nunes (União Brasil), analisou o cenário eleitoral do estado e comentou as recentes movimentações políticas. Durante entrevista, a parlamentar contestou a existência de um empate técnico com o também pré-candidato Vicentinho Júnior (PSDB), anunciou a data da convenção partidária de sua legenda e posicionou-se formalmente sobre o episódio envolvendo denúncias de intimidação contra profissionais da imprensa local.
Pesquisas eleitorais e convenção partidária
Questionada sobre a polarização e um eventual empate técnico nas intenções de voto com o deputado federal Vicentinho Júnior, a senadora Dorinha rebatou as estimativas públicas com base em levantamentos de consumo interno do partido.
“Eu primeiro tenho pesquisas internas e vários tens [cenários]. Eu não estou praticamente empatada. Eu tenho uma diferença significativa”, afirmou a parlamentar, minimizando o impacto dos dados divulgados recentemente.
A pré-candidata classificou a atual movimentação partidária como um período normal de reorganização de forças e confirmou o calendário oficial de sua coligação. Segundo Dorinha, as articulações estão voltadas para a consolidação do bloco partidário e a definição das candidaturas proporcionais e majoritárias.
“As convenções estão próximas de serem realizadas. A nossa nós vamos fazer dia 4 de agosto. É a nossa data de convenção. Nesse momento nós estamos reunindo com os partidos que já sinalizaram estar junto nesse processo eleitoral e ao mesmo tempo conversando com os pré-candidatos estaduais, federais, senadores, com os nossos prefeitos, vereadores, com as lideranças”.
Plano de governo e consulta pública
A senadora destacou ainda o andamento dos trabalhos técnicos para a formatação de suas propostas de gestão. A estratégia prevê a descentralização do debate por meio de ferramentas digitais e o diálogo direto com representantes de setores estratégicos e especialistas.
“Eu quero agora finalizar e abrir uma plataforma de consulta pública ao plano de governo. Lógico, eu estou conversando com líderes setoriais, ouvindo especialistas, mas eu quero ouvir o maior especialista que é o povo, é quem está naquela região e que precisa do cuidado” .
Liberdade de imprensa e prerrogativa de mandato
Ao ser interpelada sobre o caso envolvendo a jornalista Verônica Bolzan, que acusou Vicentinho Júnior de tentativa de intimidação e cerceamento da atividade profissional, Dorinha adotou uma postura de defesa das garantias constitucionais do jornalismo. Sem citar diretamente o nome do adversário, a senadora criticou o uso de cargos públicos para pressionar comunicadores e classificou condutas de constrangimento como assédio moral.
“Eu acho que o debate ele tem que guardar essa proporção de respeito ao outro, a quem está fazendo o seu trabalho, a quem no lugar que fala, como é que ele tem o equilíbrio e que mandato de ninguém seja usado para coibir o assédio moral. Isso, em muitos casos, beira o assédio moral”.
As declarações da senadora Dorinha em Gurupi acentuam a polarização que deve balizar a corrida pelo Palácio Araguaia. Ao contestar publicamente os números de empate e antecipar o peso de sua base de prefeitos e partidos aliados para a convenção de agosto, a pré-candidata tenta consolidar o favoritismo de sua postulação e frear o crescimento de opositores. Por outro lado, a inserção da pauta de liberdade de imprensa no debate eleitoral eleva o tom ético da disputa, transformando episódios de tensionamento com profissionais da comunicação em desgaste político direto para os envolvidos, o que tende a pautar as estratégias de comunicação e os discursos das coligações nas próximas semanas.
Confira a entrevista dada ao Portal Atitude e desenvolva a matéria COMPLETA com as falas da senadora Dorinha disponível neste link do YouTube:







