Prefeitura iniciou nova etapa de modernização das passagens sobre o córrego, com substituição de manilhas por aduelas de concreto e ampliação da capacidade de escoamento para reduzir alagamentos recorrentes no período chuvoso.
Por Wesley Silas
A Prefeitura de Gurupi, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, iniciou nesta semana mais uma etapa das obras de modernização das travessias sobre o córrego Mutuca. O projeto contempla 11 passagens ao longo do curso d’água, com substituição das antigas estruturas por aduelas de concreto e, em pontos específicos, implantação de novas ligações viárias. A atuação do município visa minimizar o problema de alagamento crônico no Mutuca durante a época das chuvas, quando o transbordamento do córrego atinge vias e residências em diversos pontos da cidade.
O objetivo é trocar as antigas manilhas e bueiros — subdimensionados para o volume de água que o canal recebe — por estruturas com maior capacidade hidráulica e resistência, reduzindo o risco de alagamentos e ampliando a segurança da população, sobretudo no período chuvoso.
Segundo a secretária municipal de Infraestrutura, Juliana Passarin, a substituição das pequenas manilhas por linhas de aduelas de 1,5 metro — com uso de mais de mil unidades — soma-se à limpeza e desobstrução do canal. Até o momento, foram retiradas mais de 2 mil toneladas de material, o equivalente a cerca de 200 caçambas.
“Com essas intervenções, a previsão é de que a vazão do córrego Mutuca aumente em quase três vezes ao longo dessas 11 travessias, melhorando significativamente o escoamento das águas e reduzindo os pontos de alagamento”, afirmou.
A prefeita Josi Nunes destacou a relevância do avanço das obras para a infraestrutura urbana e o resultado para evitar transbordamento do córrego que há décadas atinge vias e residências em diversos pontos da cidade.

. “Estamos avançando em mais uma travessia importante do córrego Mutuca, levando uma estrutura mais moderna e eficiente para melhorar a drenagem da nossa cidade. Esse é um trabalho que exige planejamento e investimento, mas que vai trazer benefícios permanentes para a população, com mais segurança e melhores condições de mobilidade”, declarou.
Avenida Ceará entra no cronograma
Com o início dos serviços na Avenida Ceará, a obra avança para a sexta frente de intervenção prevista no projeto. A Rua M já foi concluída, enquanto as travessias das avenidas Guaporé, I, Alagoas e Paraíba estão em diferentes fases de execução.
Na Avenida Guaporé, segue a implantação da nova travessia sobre o córrego, que representa o 11º acesso sobre o curso d’água e ampliará a conexão entre a região central e bairros como Primavera, Novo Horizonte e Guanabara.
As intervenções nas avenidas I e Alagoas já foram executadas e aguardam as etapas de recomposição asfáltica e acabamento. Na Avenida Paraíba, os serviços estruturais de drenagem foram concluídos, restando apenas a aplicação da pavimentação asfáltica. O trecho já está com o trânsito liberado e permanecerá aberto até o início da pavimentação.
Cronograma e investimento
O cronograma inclui a Rua M, já concluída; as avenidas Guaporé, I, Alagoas e Paraíba, em diferentes etapas; e a Avenida Ceará, que acaba de receber o início dos serviços. As próximas intervenções previstas são nas avenidas Maranhão, Pará, Amapá e Goiás, além da Rua P.
As obras integram um pacote de investimentos superior a R$ 11 milhões, viabilizado por convênio entre o Município de Gurupi e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), com recursos destinados pelo senador Eduardo Gomes e pelo deputado federal Carlos Gaguim.
A triplicação da vazão nas travessias do Mutuca representa um avanço estrutural relevante para uma cidade que convive historicamente com alagamentos no período chuvoso, mas o impacto efetivo dependerá da conclusão integral das 11 passagens e da manutenção do canal. Do ponto de vista econômico, o investimento de R$ 11 milhões, bancado por emendas parlamentares via Codevasf, reduz custos futuros com danos urbanos e interrupções de tráfego, embora concentre no poder público a responsabilidade por resultados que só serão mensuráveis nas próximas temporadas de chuva. Politicamente, a obra reforça a visibilidade das gestões municipal e federal na região, o que tende a se refletir no cenário eleitoral de 2026.










