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Lar»Notícias»No Tocantins, 3,9% das pessoas com 2 anos ou mais têm dificuldade permanente para enxergar
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No Tocantins, 3,9% das pessoas com 2 anos ou mais têm dificuldade permanente para enxergar

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins1 de setembro de 2026 - 09:133 minutos de leitura
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Especialista orienta quais sinais não devem ser normalizados e quando procurar avaliação oftalmológica

Por Redação

Letras que perdem nitidez, dor de cabeça ao fim do dia, dificuldade para dirigir à noite ou a sensação de que o grau dos óculos nunca está suficiente costumam ser tratados como parte da rotina, especialmente por quem passa muitas horas diante de telas ou já percebe mudanças associadas à idade. No Tocantins, 3,9% das pessoas com 2 anos ou mais apresentam dificuldade permanente para enxergar, mesmo usando óculos ou lentes de contato, segundo dados do Censo 2022, do IBGE.

Alterações na visão podem surgir de forma discreta e ter causas diferentes. Em alguns casos, estão relacionadas a erros de refração, como miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Em outros, podem indicar condições que exigem acompanhamento mais próximo, como catarata, glaucoma, alterações na retina e doenças associadas ao diabetes. Por isso, a avaliação oftalmológica permite identificar a causa da alteração e definir se há necessidade de acompanhamento, troca de grau, exames complementares ou tratamento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, pelo menos 2,2 bilhões de pessoas no mundo têm algum comprometimento da visão. Em pelo menos 1 bilhão desses casos, o problema poderia ter sido prevenido ou ainda não recebeu tratamento adequado. A perda de qualidade visual, portanto, não deve ser enfrentada apenas quando já limita atividades importantes, como ler, trabalhar, estudar, dirigir, usar o celular ou reconhecer pessoas e objetos com segurança.

Com mais de 30 anos de atuação em Palmas, o Hospital de Olhos de Palmas acompanha pacientes em diferentes fases da vida e reforça a importância de cuidar da saúde ocular antes que pequenos sinais passem a comprometer autonomia, conforto e segurança. “Visão embaçada, dificuldade para ler, dor de cabeça frequente, sensibilidade à luz, piora para enxergar à noite, manchas, flashes ou perda de parte do campo visual são sinais que precisam ser avaliados. Nem toda alteração indica uma doença grave, mas o exame é o que permite identificar a causa e definir a conduta adequada”, explica o diretor médico e oftalmologista, Dr. Giusepe Graciolli, do HOP.

Problemas como glaucoma e alterações na retina podem avançar lentamente e sem dor, o que aumenta o risco de diagnóstico tardio. Pessoas com histórico familiar de doenças oculares, diabetes, hipertensão, doenças autoimunes, idade avançada ou mudanças frequentes no grau dos óculos devem manter acompanhamento com mais regularidade. Mesmo sem sintomas intensos, as consultas periódicas ajudam a identificar alterações antes que elas provoquem perdas maiores.

A frequência das consultas deve considerar idade, sintomas, histórico de saúde e fatores de risco de cada paciente. Para o especialista, enxergar bem tem impacto direto na independência e na qualidade de vida. “A visão participa de quase tudo que fazemos, mas muita gente só procura atendimento quando a dificuldade já está limitando a rotina. Cuidar antes é uma forma de preservar autonomia, conforto e segurança nas atividades do dia a dia”, reforça Dr. Giusepe Graciolli.

Sobre o Hospital de Olhos de Palmas

O Hospital de Olhos de Palmas atua há mais de 30 anos no cuidado com a saúde ocular no Tocantins. Com estrutura voltada a consultas, exames, procedimentos e acompanhamento oftalmológico, o HOP reúne ciência, tecnologia e cuidado humano para preservar a visão em diferentes fases da vida, entendendo que enxergar bem também significa manter autonomia, segurança e qualidade de vida.

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