Aelton Camargo e Wellington Nogueira representam a cooperativa na conferência de gestão e negócios que reúne 2,5 mil tomadores de decisão nesta terça e quarta-feira, no Distrito Anhembi, em São Paulo
Por Wesley Silas
A Cooperfrigu participa nesta terça-feira, 4 de novembro de 2026, do primeiro dia do HSM+ 2026, principal conferência de gestão e negócios da América Latina, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo. A cooperativa está representada pelo diretor Aelton Camargo e por Wellington Nogueira, que acompanham a programação ao lado de cerca de 2,5 mil CEOs, executivos, empreendedores e líderes. O evento, promovido pelo HSM em parceria com a B2B Match, ocorre até quarta-feira, 5, e tem como eixo central o papel do CEO em cenários imprevisíveis.

Com mais de 25 anos de trajetória, a conferência já recebeu nomes como Philip Kotler, Yuval Harari, Amy Webb e Nassim Taleb. Nesta edição, a programação está organizada em três pilares — Heart, Soul & Mind, isto é, coração, alma e mente — e concentra as discussões em instabilidade geopolítica, avanço acelerado da inteligência artificial, mudanças de comportamento de mercado e a pressão simultânea por resultados e propósito.
Stival defende capacitação como base da competitividade industrial
Para o presidente da Cooperfrigu, Oswaldo Stival, a presença da cooperativa em um fórum desse porte se justifica pela necessidade de preparar quadros internos para decisões de maior complexidade. Segundo ele, o desenvolvimento da indústria frigorífica passa diretamente pela qualificação dos colaboradores e pela capacidade da liderança de interpretar cenários econômicos e tecnológicos com antecedência.
Stival sustenta que a agenda de gestão de pessoas deixou de ser tema acessório na indústria. Em um setor de margens apertadas, dependente de logística, custo de insumos e acesso a mercados, a formação continuada de equipes aparece como fator de previsibilidade operacional. A posição dialoga com o eixo Soul do evento, que trata do propósito como estratégia e da construção de uma nova cultura de liderança.
Sescoop e OCB reforçam formação de colaboradores no cooperativismo
A participação da Cooperfrigu no HSM+ 2026 se insere em um movimento mais amplo do cooperativismo agroindustrial, que tem no Sescoop e na OCB seus principais articuladores em qualificação profissional. As duas entidades mantêm programas voltados à capacitação de dirigentes e empregados de cooperativas, com foco em governança, gestão de negócios e desenvolvimento de lideranças.
No caso de uma indústria com o perfil da Cooperfrigu, esse investimento em formação tem efeito direto sobre a operação. A qualificação de colaboradores em áreas técnicas e gerenciais reduz a dependência de decisões centralizadas e amplia a capacidade de resposta a oscilações de mercado. É nesse ponto que a agenda do evento encontra a realidade do setor: a conferência não se propõe a apresentar soluções prontas, mas a converter informação em decisão e tendência em prática empresarial.
Programação reúne economia, tecnologia e comportamento
A grade de palestrantes desta edição combina áreas distintas. A economista Keyu Jin, professora em Hong Kong e ex-integrante do Banco Mundial, aborda a disputa global pela liderança em inteligência artificial e o papel da China. Dave Snowden trata de complexidade e processos de tomada de decisão. O físico e filósofo Marcelo Gleiser discute ciência e o sentido da vida, enquanto Daniela Rus, do MIT, apresenta o campo da robótica e da inteligência artificial. A psicanalista Maria Homem e o antropólogo Michel Alcoforado completam a programação com temas de comportamento, liderança e consumo.
O evento mantém ainda uma Sala China dedicada a robótica, arquiteturas agênticas, investimentos e às estratégias que sustentam a economia chinesa. A estrutura foi ampliada nesta edição com a mudança para o Distrito Anhembi, novo endereço da conferência.
Impacto econômico e o peso da decisão qualificada
A relevância econômica do HSM+ 2026 está menos no volume de público e mais no perfil de quem ocupa as cadeiras: são decisores com poder de alterar investimentos, contratar tecnologia e redesenhar estruturas. Para setores intensivos em capital e mão de obra como o frigorífico, acompanhar esse debate não é gesto protocolar. A adoção de automação, a leitura correta de ciclos de crédito e a formação de lideranças internas determinam competitividade em prazos curtos.
A edição deste ano é guiada pelos pilares Heart, Soul & Mind — coração, alma e mente. A escolha não é retórica. Ela indica que a agenda de gestão deixou de tratar eficiência e dimensão humana como campos separados. Para a indústria, o recado é objetivo: decisões técnicas sem base em pessoas e cultura tendem a não se sustentar, e o custo desse descompasso aparece no resultado.
Fonte: http://hsmmais.com.br








