Nas eleições deste domingo (4), o resultado das urnas redefiniu o mapa político do Tocantins ao reduzir a representatividade direta das regiões Sul e Sudeste na Assembleia Legislativa (ALETO) e na Câmara dos Deputados. No âmbito estadual, o eleitorado sulista elegeu apenas dois representantes — os deputados Eduardo Fortes (Republicanos) e Eduardo do Dertins (Cidadania) —, cenário que resultou na derrota de lideranças locais e no enfraquecimento político do grupo liderado pelo vice-governador Laurez Moreira (PSD) e pelo deputado Gutierres Torquato (PSD).
Reconfiguração na ALETO e redução da bancada sulista
Por outro lado, o partido Republicanos expandiu sua força na Casa ao alcançar cinco cadeiras — ocupadas por Eduardo Fortes, Léo Barbosa, Cleiton Cardoso, Kátia Chaves e Eduardo Madruga —, igualando-se ao PL como as maiores bancadas do Parlamento estadual. Essa composição garante ao governo estadual ampla maioria nas comissões temáticas e nas negociações para a Mesa Diretora.
Disputa federal: Fábio Vaz eleito e surpresa negativa na suplência
Impactos no segundo turno ao Governo do Estado
- Base de Professora Dorinha (União Brasil): Se eleita, a candidata contará com o apoio de sete dos oito deputados federais eleitos no estado, incluindo Fábio Vaz.
- Base de Vicentinho Júnior (PSDB): O candidato governista terá a sustentação de apenas um deputado federal eleito de sua coligação, Iratã Abreu (PSDB).
A perda de capacidade de articulação
A redução de cadeiras da região Sul na ALETO e a dependência de um único deputado federal em Brasília sinalizam uma fragmentação do eleitorado local e a perda de capacidade de articulação de grupos regionais tradicionais, como o de Laurez Moreira e Gutierres Torquato. Embora Eduardo Fortes saia fortalecido do pleito como o deputado estadual mais votado do estado, a diminuição do número total de parlamentares sulistas exigirá maior alinhamento entre os eleitos para evitar a perda de recursos e de relevância nas decisões administrativas do Poder Executivo estadual e federal.







