Por Wesley Silas
A Fundação UnirG, a Reitoria da Universidade de Gurupi (UnirG) e a Associação dos Professores da UnirG (Apug-SSind) emitiram notas oficiais de repúdio em razão do ataque a tiros registrado contra a residência de uma docente do curso de Medicina da instituição. O atentado ocorreu na madrugada desta quarta-feira (14/10), em Gurupi, e mobilizou a atuação das autoridades policiais e das entidades acadêmicas.
Entenda o caso
Na madrugada de quarta-feira, por volta de 1h30, a Polícia Militar prendeu um médico e um estudante do curso de Medicina da UnirG suspeitos de envolvimento no ataque. A residência da professora foi atingida por pelo menos 21 disparos de arma de fogo, provocando danos materiais no portão, no muro do imóvel, em três veículos que estavam na garagem e na estrutura de uma clínica médica pertencente aos proprietários. Os suspeitos foram conduzidos à Central de Atendimento da Polícia Civil para prestar depoimento.
UnirG instaura procedimentos administrativos e oferece suporte
Em nota conjunta, a Fundação UnirG e a Reitoria manifestaram repúdio a qualquer tipo de violência, ameaça ou intimidação contra os membros da comunidade acadêmica. A instituição informou ter adotado de imediato as medidas administrativas cabíveis para apurar os fatos, assegurando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, além de colaborar com as investigações policiais.
A universidade declarou ainda que, por meio de seus setores competentes, presta acolhimento e suporte à professora e a seus familiares. Em relação à segurança física de suas dependências, a UnirG ressaltou que mantém sistemas de monitoramento e equipe de vigilância ativa nos prédios acadêmicos para garantir a proteção de estudantes, professores e servidores.
Confira a nota:
Sindicato disponibiliza auxílio jurídico e cobra apuração
A Apug-SSind também se posicionou contra o ocorrido, classificando o ataque como um ato de extrema gravidade que colocou em risco a vida da docente — que é concursada e sindicalizada — e de seus familiares. A entidade destacou que nenhuma divergência no âmbito acadêmico justifica condutas que ameacem a integridade física ou a vida.
O sindicato informou que sua assessoria jurídica já contactou a professora para prestar orientação e auxílio legal. A Apug manifestou solidariedade à vítima e cobrou a rigorosa apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos na forma da lei.
Confira a nota:
Segurança na comunidade universitária
A ocorrência de um atentado de extrema gravidade envolvendo membros de uma mesma comunidade universitária evidencia fragilidades que extrapolam o ambiente institucional e atingem a segurança pública local. Quando suspeitas de condutas criminosas recaem sobre profissionais e acadêmicos da área da saúde contra uma docente, impõe-se a necessidade de rigor na apuração criminal e disciplinares céleres. O episódio reforça o desafio das instituições de ensino superior em garantir a integridade de seus professores e manter um ambiente acadêmico pautado pela ética, pelo respeito e pela mediação civilizada de conflitos.








