Por Wesley Silas
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO) confirmou oficialmente, nesta sexta-feira (23), a autenticidade de documentos do Instituto Médico Legal (IML) de Palmas referentes a uma ocorrência de 2009. Os papéis registram lesões corporais na então esposa do candidato ao Governo do Estado, Vicentinho Júnior (PSDB), e citam o parlamentar como suposto autor da agressão. O caso veio à tona durante o debate eleitoral realizado na quinta-feira (22), a dois dias do segundo turno da eleição estadual.
Registros do IML e posicionamento do candidato
Conforme a nota expedida pela SSP-TO, são autênticos o Memorando nº 624/2009 e o Laudo de Exame de Corpo de Delito nº 02.1079.05.09, datados de 3 e 4 de maio de 2009. A perícia da época identificou lesões provocadas por instrumento contundente, incluindo hematomas nas coxas e machucado na mão direita da vítima. A queixa inicial relatava agressão física durante uma discussão conjugal.
Vicentinho Júnior nega ter cometido qualquer agressão e declarou que os documentos divulgados seriam falsos. Em manifestação pública, a ex-esposa, Carina Leão, e a filha do casal defenderam o candidato e disseram que os fatos relatados não correspondem à realidade.
Encaminhamento e tramitação do caso
Embora o laudo comprove a existência de lesões físicas na ocasião, a perícia médica não possui atribuição legal para determinar a autoria criminal do fato. O exame pericial foi vinculado ao Boletim de Ocorrência nº 1943/2009 e direcionado, à época, à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Palmas. A SSP-TO não detalhou se o registro policial resultou em inquérito, denúncia do Ministério Público ou processo judicial.
Impacto eleitoral e desdobramentos institucionais
A validação oficial de um documento mantido sob custódia estatal altera a dinâmica do debate público no encerramento da campanha. Com a confirmação da veracidade dos registros pela SSP-TO, a discussão deixa de focar na validade do laudo e passa a demandar transparência sobre a tramitação do caso no sistema de justiça criminal. Para além do impacto direto nas urnas no segundo turno, o episódio evidencia como dados de registros policiais do passado repercutem na avaliação pública de agentes políticos no Tocantins.







