Por Redação
No último fim de semana, integrantes do Grupo de Protetores de Animais de Aliança do Tocantins reuniram-se na Praça Central da cidade para definir estratégias de comunicação e fortalecer suas ações em defesa dos animais abandonados. Composto por dez voluntários que atuam de forma autônoma há anos, o grupo consolidou-se recentemente, buscando ampliar seu impacto na proteção e cuidado dos animais em situação de rua.
Fundado por pessoas que já realizavam ações pontuais na cidade, o grupo se estruturou em 2023 com o objetivo de realizar intervenções mais eficientes, articulando parcerias com entidades públicas e privadas.
A professora aposentada Tania Maria C. Moreno Alves, que atua na causa desde 2009, dedica-se a ajudar os animais abandonados na região central. Ela percorre de bicicleta o entorno da cidade levando ração, água e medicamentos, ações essenciais para garantir o sustento dos cães que frequenta.
“Tanto na praça próxima à Igreja São João Batista quanto em outros pontos estratégicos, oferecemos água e alimento diariamente, protegendo-os em locais seguros e sem sombra de árvores como o flamboyant. A legislação estadual, Lei nº 4.315/2023, garante esse direito, embora ainda encontremos resistência de alguns comerciantes que solicitam que não alimentemos os animais nas calçadas. Por isso, buscamos áreas específicas, onde eles podem se alimentar com segurança”, explicou Tania.
Além da legislação estadual, o grupo se apoia na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, que pune maus-tratos com até cinco anos de prisão, multa e perda da guarda do animal. Essas leis reforçam que a proteção animal é uma responsabilidade social e jurídica.
O vigilante Ailton Cardoso Santana conheceu o grupo durante uma ação do Projeto Tocantins Amigo do Pet, iniciativa do Governo do Estado realizada em abril, que beneficiou mais de 400 animais, incluindo 50 em situação de rua – entre cães e gatos.
“Sempre tive afinidade com os animais, mas só descobri o trabalho do grupo recentemente. Trabalhei no balneário do município, que era usado para cuidar de animais castrados, e observava a dedicação das protetoras. Sensibilizado, decidi me juntar à equipe e colaborar como puder”, contou Ailton.
Ações e estratégias
O grupo investe em iniciativas simples e acessíveis para arrecadar recursos e ampliar sua atuação. Entre as ações estão rifas solidárias, organizadas com apoio da comunidade, cuja renda é revertida na compra de ração, medicamentos e materiais de primeiros-socorros.
Segundo Lanusa Barbosa, funcionária pública e membro do grupo, as principais atividades incluem:
– Distribuição diária de água e ração em pontos estratégicos da cidade;
– Resgate e primeiros socorros a animais feridos;
– Apoio às campanhas de castração e vacinação;
– Adoção responsável, com triagem e acompanhamento dos novos lares;
– Ações de conscientização sobre a importância do cuidado responsável e do combate aos maus-tratos.
“Embora muitas pessoas não percebam, a proteção aos animais de rua é uma causa de saúde pública e de bem-estar social. Ao cuidar desses seres vulneráveis, estamos promovendo uma convivência harmônica na comunidade, além de prevenir riscos à saúde coletiva”, reforça Lanusa, que é graduada em Direito.
Para ampliar sua visibilidade, o grupo está desenvolvendo uma identidade visual com apoio de profissionais de comunicação e criando uma página no Instagram. A plataforma permitirá divulgar histórias de animais assistidos, campanhas de arrecadação e adoção, e fortalecer o engajamento da comunidade.
Como colaborar
Doações financeiras podem ser feitas via Pix, com chave: [email protected].
Para mais informações, o contato do grupo é pelo telefone (63) 99293-7506 (WhatsApp), com a professora Brenna Barbosa.
Fonte: Luciene Marques – jornalista














