Wesley Silas
O mercado atual tem sua origem onde é hoje o Centro Cultural Mauro Cunha. Na gestão do ex-prefeito Jacinto Nunes da Silva foi para um local onde antes pertencia a Casego, do Governo de Goiás. A Feira, que fica ao lado, foi construída em parceria entre a Prefeitura e o Governo de Goiás, iniciando na gestão de Jacinto Nunes e terminou na gestão de João Cruz, que tinha como engenheiro responsável Neto Braga.
No mesmo convênio com a superintendência do Instituto de Desenvolvimento Urbano de Goiás (INDUR) da época, representada pelo atual Secretário de Articulação Política do Governo do Tocantins, Paulo Sidnei Antunes, foi construído o terminal do Aeroporto Jacinto Nunes da Silva. 
Ao longo da sua existência, vários pioneiros de Gurupi tiveram seus comércios no Mercado, dentre eles Nezinho Guida, Ribamar, Rosalvo e dona Zulmira que permanece até os dias atuais.
O mercado Municipal, denominado, por força de Lei Municipal, como Centro de Abastecimento e Lazer Niol Nei Furtado, passou por algumas reformas, dentre elas a implantações de grades na gestão do ex-prefeito João Cruz para proteger as bancas dos feirantes e evitar abrigo de vândalos.
Após estes fatos vários projetos para melhorar a área, inclusive no local onde estão alguns restaurantes foram projetados, mas até hoje não saíram do papel. A última intervenção aconteceu por volta do ano de 2.000 quando o ex-prefeito Tadeu Gonçalves transferiu os ambulantes que atuavam na Avenida Goiás e para o Camelódromo Buriti.
Atualmente a esquerda do mercado possui inúmeros bares que são frequentados pela comunidade e possui até uma Choperia para atender os paladares mais exigentes. Existe também um ponto de ônibus que recebe pessoas das cidades vizinhas.
Enquanto isso, os visitantes esperam uma boa estrutura que abrigue os pequenos restaurantes de comidas típicas como Chambari, Buchada, Frango Caipira que, mesmo com a falta de estrutura, resistiram ao tempo e mantêm acessa a tradição do antigo Mercado – desde quando era em frente ao Clube Recreativo Araguaia (CRA), onde nas madrugadas os amantes da noite se dirigiam para comer e ouvir boas músicas nas vozes de Jurinha, Luizinho da Represa, Eduardo da Guitarra e Felix.
Hoje o cenário mudou e muitos protagonistas daquele tempo migraram para o atual mercado, enquanto outros pereceram no tempo e para alguns o local continua como “lar” dos pés inchados e transeuntes diversos. Com a modernidade, os boêmios agora são outros, pois substituíram as cantorias de viola por sons automotivos. Mas, a memória pode ser vista ainda nas lembranças e presença de Zulmira da Buchada com seus 86 anos que ainda pisa por ali (acho eu).







