Da Redação do Portal Atitude
O empresário Tallis Gomes, fundador da Easy Táxi e da G4 Educação, tornou-se alvo de ação do Ministério Público por permitir a realização de uma célula cristã dentro de sua empresa, em São Paulo. O caso foi revelado durante participação do empresário no programa Pensando o Brasil, do site Brasil Paralelo.
Segundo Gomes, a iniciativa partiu dos próprios funcionários, que pediram autorização para realizar encontros semanais de oração e louvor na sede da companhia. Ele afirmou ter apoiado a proposta.
“Eu, por exemplo, fui processado pelo Ministério Público porque toda segunda na minha empresa tem uma célula dos evangélicos e eles fazem orações lá e fazem louvor e tal. E eu acho lindo isso. Sou católico, né? Mas não tenho absolutamente nada contra isso”, declarou.
Empresário questiona inversão de valores
Em publicação nas redes sociais, Tallis Gomes classificou o episódio como sintoma de uma inversão de valores. Para ele, é contraditório que um empresário que gera empregos e contribui com a sociedade seja penalizado por permitir que seus funcionários exerçam a fé no ambiente de trabalho.
“Até onde vai a inversão de valores de um país em que o empresário que trabalha, emprega, educa e produz valor para a sociedade vira alvo por permitir que pessoas cultuem a Deus dentro da própria empresa?”, questionou.
O caso ocorre em um contexto de crescente judicialização de manifestações religiosas em espaços privados. Grupos cristãos têm enfrentado restrições em empresas e universidades por iniciativa de órgãos de fiscalização e do Ministério Público.
A posse de Tallis Gomes como presidente estadual do PDT ocorre após a saída do então presidente da sigla, Jairo Mariano, que na última semana deixou o comando do partido para aderir ao projeto político do pré-candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior.
Judicialização de práticas religiosas em empresas e instituições de ensino
O episódio expõe a tensão entre a liberdade religiosa no âmbito privado e a atuação de órgãos de controle que enxergam nessas manifestações potencial violação ao princípio da laicidade. A judicialização de práticas religiosas em empresas e instituições de ensino acende um debate ainda pouco amadurecido no país: até onde o Estado pode intervir na expressão da fé dentro de espaços privados? O caso de Tallis Gomes, longe de ser isolado, sinaliza que a Justiça brasileira ainda não encontrou um ponto de equilíbrio entre o direito individual de culto e as interpretações do papel laico do Estado.
As informações são do site Brasil Paralelo.








