Por Redação
Dados do Sebrae mostram que 76.313 empresas do Tocantins estão sob gestão feminina, o equivalente a 41,8% dos negócios do Estado, e essa presença tem avançado também para espaços de relacionamento empresarial. No Brasil, o empreendedorismo feminino chegou ao maior patamar da série histórica em 2025, com 10,4 milhões de mulheres donas de negócios, crescimento de 27% em dez anos. Com mais mulheres à frente de empresas, aumenta também a importância de redes que ajudem essas empreendedoras a ampliar mercado, fortalecer reputação e acessar oportunidades fora do círculo imediato de clientes e fornecedores.

Uma das frentes desse movimento está no networking empresarial estruturado, modelo que organiza a troca de referências, indicações e oportunidades entre profissionais de diferentes segmentos. O BNI atua com grupos de empresários voltados à geração de negócios por meio de relacionamento recorrente, confiança e colaboração. No Tocantins, a presença de mulheres em posições de liderança dentro desses ambientes mostra como o networking tem deixado de ser apenas uma agenda de contatos para se tornar ferramenta de crescimento comercial.
“Uma rede bem construída coloca a empreendedora em circulação. Ela passa a ser vista por outras empresas, recebe indicações, encontra parceiros e aprende com pessoas que enfrentam desafios parecidos. Esse relacionamento, quando é feito com constância e estratégia, deixa de ser apenas troca de contato e passa a gerar oportunidade real de negócio”, afirma Thalita Siqueira, presidente da equipe Notável do BNI Tocantins.
Em mercados locais, onde a indicação ainda tem peso importante nas decisões de compra, parceria e contratação, participar de uma rede estruturada pode ajudar mulheres empreendedoras a fortalecerem presença e autoridade. Esses ambientes aproximam segmentos diferentes, criam pontes entre fornecedores e clientes, ampliam a visibilidade de empresas lideradas por mulheres e ajudam a enfrentar barreiras que ainda persistem, como dificuldade de acesso a redes de relacionamento, menor acesso a crédito e sub-representação em espaços de decisão.
Para Thalita, liderar um ambiente de networking também significa fortalecer uma cultura de colaboração entre empresárias. “Quando uma empreendedora indica outra, compartilha uma experiência ou abre uma porta comercial, ela fortalece mais do que um negócio individual. Ela ajuda a construir um mercado em que mulheres são lembradas, recomendadas e reconhecidas pela qualidade do que entregam. Esse crescimento ganha força quando existe presença, compromisso e confiança”, destaca.







