Por. Redação
A candidata a deputada federal Luana Nunes (União Brasil) usou as redes sociais neste domingo, 23, para se posicionar sobre o caso de uma jovem que foi sequestrada e mantida em cativeiro por cinco dias, em Goiás, após ter uma medida protetiva negada. Em vídeo, Luana classificou o episódio como um alerta sobre as falhas na proteção às mulheres e defendeu medidas mais rigorosas para impedir que casos de violência doméstica evoluam para feminicídio.
A defesa dos direitos e da segurança das mulheres é uma das principais bandeiras da candidata. Ao comentar o caso, Luana criticou a decisão que negou a medida protetiva por falta de provas e afirmou que mulheres em situação de risco precisam ter mecanismos de proteção capazes de agir antes que a violência atinja níveis ainda mais graves.
“Essa mulher teve a sua medida protetiva negada. E sabe por que foi negada? Por falta de provas. Uma mulher que implorava por segurança e que estava pedindo, quase que ‘por favor’, para que nós pudéssemos segurá-la no seu direito de não ser violentada”, afirmou.
Luana destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa deixar de ser apenas um debate e resultar em medidas concretas de prevenção, proteção e punição. Ela defendeu o fortalecimento das leis e mecanismos de fiscalização sobre agressores, além do cumprimento efetivo das penas. “Nós não podemos permitir que mais um caso de violência doméstica acabe virando um caso de feminicídio. E isso depende diretamente de nós, depende das escolhas que nós fazemos, depende daqueles que nós escolhemos lutar lá por nós”, afirmou.
Medidas Urgentes
Entre as medidas citadas pela candidata está a ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores no Tocantins. Luana disse que o Estado precisa ampliar esse mecanismo como forma de proteção às vítimas e de controle daqueles que representam risco.
“Nós precisamos implantar de forma decisiva e colocar mais tornozeleiras eletrônicas aqui no Estado do Tocantins. A gente precisa de leis que façam com que esses agressores não possam sair e que tenham as suas penas cumpridas de forma correta e, de fato, leis que punam de verdade”, defendeu.
Ao final do vídeo, Luana reforçou que a violência contra uma mulher não pode ser tratada como um caso isolado ou como apenas mais uma ocorrência entre tantas outras. “Cada mulher que é violentada atinge diretamente todas as outras mulheres. Cada mulher que é abusada, que é estuprada, que tem a sua vida ceifada por esses agressores atinge diretamente todas as outras nós, mulheres”, afirmou.
A candidata encerrou a manifestação defendendo mobilização permanente da sociedade e a adoção de políticas públicas capazes de garantir segurança às mulheres antes que situações de violência doméstica resultem em crimes ainda mais graves.








