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Crise na saúde do Estado sobrecarrega atendimento nas UPAs de Palmas, alerta prefeita Cinthia

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins3 de março de 2019 - 12:392 minutos de leitura
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“Algumas mães chegando com suas crianças sem atendimento no Hospital Infantil desesperadas pela inércia de quem deveria receber”, desabafou a chefe do Executivo de Palmas na noite desse sábado.

Da Redação

O caos instalado na saúde do Estado agravada nos últimos dias tem sobrecarregado o atendimento nas unidades mantidas pela Prefeitura de Palmas. O alerta foi feito pela própria prefeita da Capital, Cinthia Ribeiro, na noite desse sábado, dia 2. “UPA Norte lotada. Sete médicos atendendo, mas a demanda é grande, principalmente porque [os hospitais] de Paraíso e Porto Nacional estão com os [prontos-socorros] fechados. Algumas mães chegando com suas crianças sem atendimento no Hospital Infantil desesperadas pela inércia de quem deveria receber”, publicou a gestora em suas redes sociais.

Sem atendimento em unidades estaduais como os hospitais regionais, o Infantil e o HGP (Hospital Geral de Palmas), de responsabilidade do governo do Estado, os pacientes procuram as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), que são mantidas pela Prefeitura.

A crise no setor começou após vários médicos pedirem demissão, conforme apurado pela imprensa, por discordarem das escalas feitas pela Secretaria de Saúde do Estado. Instituições como o Tribunal de Contas do Estado (TCE), Defensoria Pública Estadual (DPE-TO) e Ministério Público Estadual (MPE) atuam no problema e buscam fazer com que o Estado regularize a situação.

A prefeita de Palmas pediu paciência e compreensão dos cidadãos palmenses e de outras cidades que, com a ineficácia do sistema de saúde estadual, buscam o atendimento no município. “Obviamente, por questão humana e também legal, iremos atender a todos. Nossos valorosos servidores da saúde têm feito de tudo para prestar um serviço de qualidade. Vamos atender, sem dúvida. Porém, peço a todos que tenham um pouco de paciência e entendam este momento. Assumimos uma responsabilidade que é do Estado.”

Crise saúde Palmas
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