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Brasil

FIETO fomenta comércio exterior

Atitude TocantinsPor Atitude Tocantins5 de agosto de 2015 - 23:434 minutos de leitura
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Por Júnior Veras

Ainda há por parte dos empresários tocantinenses muitas dúvidas e impressões equivocadas quando o assunto é exportação. Para desfazer mitos sobre a internacionalização das empresas, a Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO) realiza capacitações em comércio exterior, que se estenderão até o final do ano.

A iniciativa visa preparar as empresas locais interessadas no comércio internacional, especialmente as dos segmentos de alimentos, confecção e móveis, que têm agora a oportunidade de conhecer a realidade do mercado externo por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN) da FIETO, que atua em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

“Nesse momento, em que há uma desvalorização do real, o mercado externo se torna mais atraente para as empresas, uma vez que o mercado interno está desaquecido”, observa a gerente do CIN/TO, Greyce Labre.

“Nesse momento, em que há uma desvalorização do real, o mercado externo se torna mais atraente para as empresas, uma vez que o mercado interno está desaquecido”, observa a gerente do CIN/TO, Greyce Labre. Foto: UCI/divulgação
“Nesse momento, em que há uma desvalorização do real, o mercado externo se torna mais atraente para as empresas, uma vez que o mercado interno está desaquecido”, observa a gerente do CIN/TO, Greyce Labre. Foto: UCI/divulgação

Além das capacitações, a FIETO está disponibilizando também consultorias e estudos de mercado aos empresários que aderirem a programação de cursos. Para se inscrever e saber mais sobre datas e horários, os interessados devem procurar o CIN/TO na sede da FIETO em Palmas (104 Sul, Rua SE 03 Lote 29, Ed. Armando Monteiro Neto) ou ligar para os telefones (63) 3229-5734 / 9980-1136. Também está disponível o e-mail [email protected].  As vagas são limitadas.

Conheça os principais mitos listados pela CNI sobre a internacionalização de empresas

  1. Exportar é bom, importar é ruim

Na verdade, exportação e importação são dois lados da mesma moeda. Ao importar, a empresas aumentam o valor agregado de seus produtos e, consequentemente, da indústria nacional. Um país que não importa não é competitivo no mercado internacional. A criação de um “mercado cativo” para os produtos nacionais diminui os estímulos à eficiência e inovação. A importação permite à indústria agregar valor aos seus produtos e aumenta a competitividade da indústria nacional.

  1. O Brasil é um grande ator no comércio mundial

O Brasil é a 7ª economia do mundo. Apesar disso, o país é apenas o 25º no ranking de participação no comércio internacional, atrás de Arábia Saudita, Bélgica e México. Daí a importância de assinar novos acordos comerciais para intensificar a participação brasileira no comércio mundial.

  1. Só as grandes empresas conseguem exportar

As grandes empresas, de fato, concentram 95,9% do valor exportado pelo Brasil, mas, em número absoluto de empresas exportadoras, as micro e pequenas são maioria: responderam por 42,1% das companhias, em 2013. Para aumentar a participação de negócios menores, é preciso ampliar e baratear o financiamento das exportações.

  1. O mercado interno é suficiente para o crescimento da indústria

Que o mercado interno do Brasil é grande, ninguém duvida. Mas 98% dos consumidores do mundo estão fora das fronteiras. Além disso, o mercado externo é fonte de grande demanda e, portanto, de aumento de lucro e inovação. Ter mercados no exterior diversifica o risco e deixa a empresa menos vulnerável aos ciclos negativos da economia doméstica.

  1. O setor de serviços não é importante para a indústria brasileira

Aproximadamente 40% do valor agregado das exportações brasileiras vêm do consumo de serviços, média superior a de outras economias emergentes como Rússia e China. Os serviços como design, energia, infraestrutura, serviços financeiros e telecomunicações são fundamentais para o desenvolvimento industrial. Políticas integradas de serviços e indústria podem reduzir custos, aumentar a agregação de valor, ampliar as exportações, além de gerar emprego e renda.

  1. Investir no exterior diminui os investimentos e os empregos no Brasil

Os investimentos brasileiros no exterior ajudam as empresas a acessar novos mercados e a aumentar as exportações a partir do Brasil. Esse crescimento, por sua vez, provoca mais investimentos na produção local e gera empregos. Além disso, atuar no exterior significa ter clientes mais exigentes, o que torna as empresas mais produtivas, inovadoras e competitivas. As principais economias do mundo têm políticas consistentes bem definidas de apoio aos investimentos de suas multinacionais no exterior.

 

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