Iniciativa viabilizada por emenda parlamentar federal da ex-senadora, Kátia Abreu, e contrapartida municipal visa integrar forças policiais e modernizar a gestão urbana com tecnologias aplicadas em grandes capitais.
A Prefeitura de Gurupi assinou a ordem de serviço para a execução do projeto Cidade Inteligente, marco inicial para a modernização tecnológica e a digitalização dos serviços públicos do município. A iniciativa conta com um orçamento total de R$ 14.179.999,93, viabilizado por meio de emenda parlamentar da ex-senadora Kátia Abreu junto ao Ministério das Cidades, com contrapartida da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação no valor de R$ 35 mil. O projeto prevê a implementação de soluções de videomonitoramento e governança digital inspiradas em grandes centros urbanos do país.

“Esse é um projeto extremamente importante para a modernização da nossa cidade. Agradeço a todos que trabalharam para que ele saísse do papel e, em especial, à senadora Kátia Abreu pelo apoio. Agora esperamos que o consórcio execute esse projeto dentro do prazo e com a qualidade que Gurupi merece”, afirmou a prefeita Josi Nunes.
Integração de Forças de Segurança e tecnologia
A espinha dorsal do projeto Cidade Inteligente em Gurupi está fortemente atrelada ao fortalecimento da segurança pública. Com a instalação de dispositivos de monitoramento e análise de dados em tempo real, as polícias Civil e Militar terão ferramentas robustas para ações preventivas e investigativas.
De acordo com o comando do 4º Batalhão da Polícia Militar, a tecnologia aplicada ao trânsito e ao policiamento urbano otimiza a tomada de decisões e agiliza o combate à criminalidade.
“É uma honra participar desta solenidade. O projeto Cidade Inteligente vai auxiliar muito na segurança pública. Hoje a tecnologia é fundamental para as nossas ações, na busca de informações e no combate ao crime, além de contribuir significativamente para a melhoria do trânsito”, afirmou o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Renato Lisboa
Na esfera investigativa, a Delegacia Regional da Polícia Civil aponta que o cercamento digital do município servirá como modelo para outras cidades da região sul do Tocantins, gerando um impacto direto na redução dos índices de violência e no aumento da eficácia de prisões. Foto: Lino Vargas
“Esse projeto é certeiro. Com certeza vamos levar essa oportunidade talvez para os demais gestores municipais e quem sabe fazer todo o cerco do sul do Estado. A partir da implementação, teremos investigações com mais resultados, ações preventivas mais eficazes, aumento das prisões e redução da violência. Vai facilitar muito o trabalho imediato da Polícia Militar e também o trabalho investigativo da Polícia Civil”, pontuou o delegado regional da Polícia Civil, Joadelson Albuquerque,.
Parceria Público-privada e infraestrutura Digital
A execução do projeto está sob a responsabilidade do Consórcio Gurupi Digital, liderado pela empresa Tecno IT. A companhia, que atua na implementação de infraestruturas de cidades inteligentes em mais de 60 municípios brasileiros, projeta que Gurupi receberá sistemas modernos de conectividade e gerenciamento de dados.

A Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação reforça que o cronograma de execução buscará eficiência administrativa para entregar os primeiros resultados à população de forma célere. A gestão municipal destaca que o investimento consolida um plano de desenvolvimento econômico sustentável, no qual a infraestrutura tecnológica atua como vetor de atração para novos negócios e melhoria da qualidade de vida urbana.


O desafio da governança e do fator humano
A transição de Gurupi para o modelo de cidade inteligente representa um avanço inegável, mas o sucesso da iniciativa depende de fatores que vão além da aquisição de softwares e câmeras. Estudos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e análises acadêmicas sobre segurança urbana em smart cities apontam que a tecnologia, por si só, não reduz a criminalidade se não houver:
- Capacitação Contínua: Treinamento especializado dos agentes públicos e das forças de segurança para operar os novos sistemas integrados;
- Integração de Sistemas: Compatibilidade real entre os bancos de dados das polícias Civil, Militar e órgãos municipais de trânsito;
- Governança de Dados e Privacidade: Rigorosa observância à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no tratamento das imagens de videovigilância, evitando vieses algorítmicos e garantindo a segurança jurídica do município.







